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Porquê Que Eu Não Analisei o Diablo III

Porquê Que Eu Não Analisei o Diablo III

Diablo III foi seguramente um dos jogos mais esperados do ano, eu confesso que estava entusiasmado e tinha planeado umas boas horas de entretenimento. Os meus planos passavam por jogá-lo como qualquer outro jogo e posteriormente depois de o ter batido e desfrutado a sério, escrever a review. Mal sabia eu na altura que cumprir esse objetivo seria uma missão impossível.

Tal como muitos de vocês eu acompanhei a evolução de Diablo III de perto e foi na versão BETA que tive um vislumbre do que me esperava. Digamos que eu não fiquei deslumbrado com o que vi, mesmo na fase inicial faltou-me alguma motivação para me dedicar a sério a este título. Cheguei ao ponto de jogar 10 a 15 minutos e ficar profundamente aborrecido, apesar disso jurei a mim mesmo que iria marcar presença no lançamento e ser um dos primeiros a meter as mãos em cima da versão final.

Infelizmente os primeiros dias foram para esquecer, na maior parte das vezes eu não me conseguia ligar aos servidores devido aos inúmeros erros e quando finalmente conseguia, passados alguns minutos perdia a ligação. Respirei fundo e optei por dar tempo à Blizzard para resolver estes problemas iniciais que, devo reconhecer, não me surpreenderam.

Alguns dias depois voltei a jogar, iniciei a minha primeira aventura com o clássico Bárbaro porque me apetecia algum combate corpo-a-corpo violento, todavia tal como já me tinha acontecido na BETA comecei a ficar aborrecido pouco tempo depois de ter começado a jogar, desta vez não foram minutos é verdade, mas estava com sérias dificuldades para fazer umas boas horas de jogo.

A mudança de classe não me resolveu o problema, eu não conseguia evitar ficar aborrecido e nem o “loot” ou a variedade de inimigos conseguia alterar isso. Houve inclusive um dia enquanto estava a jogar que atingi um nível tal de aborrecimento que me começou a dar sono, eu estava literalmente a adormecer enquanto jogava! Como vocês sabem isso é muito comum se não tivermos uma boa noite de sono ou o dia tenha sido demasiado cansativo, o que não foi o caso visto estarmos a falar de uma manhã de fim-de-semana depois de uma noite bem dormida.

“Epá” eu fiquei incomodado! Não era a primeira vez que um jogo me aborrecia, mas o Diablo III não é assim tão mau! Reconheço que tem muitas falhas e partilho algumas das frustrações que têm levado outros gamers ao limiar da loucura, mas mesmo assim ele está longe de ser um jogo péssimo. Decidi fazer uma pausa, tenho impressão que fiquei semana ou semana e meia sem tocar nele, durante esse tempo ia aproveitando para desfrutar do DayZ (mod de Arma 2) e neste apesar de se tratar uma experiência predominantemente solitária, sono era a última coisa que me dava quando o estava a jogar.

Passado algum tempo voltei mais uma vez a pegar em Diablo III, apesar de ter sido um enorme esforço já tinha algumas horas acumuladas e tencionava continuar a fazê-lo. Lá me consegui aguentar durante mais algum tempo, porém nesta altura praticamente tudo me aborrecia no jogo, desde as classes; os combates; o grafismo; os sons e foi então que cheguei à fatídica conclusão:

Eu não consigo continuar a jogar isto…

Por mais tentativas que fizesse, por mais motivado que tentasse estar, Diablo III aborrecia-me de tal forma que se tornou impossível continuar a jogá-lo. Não sei se a culpa foi minha por ter colocado a fasquia muito alta; se a fórmula de sucesso perdeu o seu brilho e não faz sentido nestes tempos modernos, ou se porventura o “culpado” terá sido o DayZ que chegou na mesma altura e vive de imprevisibilidade oferecendo sempre uma nova experiência de jogo a cada sessão. Seja qual for a razão, a verdade é que eu já não conseguia mais.

Peço que não me levem a mal, não tenho nada contra Diablo III enquanto videojogo e até tenho dificuldades para compreender como ele me aborreceu desta maneira. Consigo olhar para este jogo e encontrar pontos fortes bem como reconhecer algum do bom trabalho desenvolvido, mas por “amor à santa” não me peçam para o voltar a jogar.

Paulo Figueiredo

Paulo Figueiredo

Editor em Gaming Portugal
O Figueiras é um elemento fundamental do Gaming Portugal e a figura mais respeitada da equipa. A sua vida atarefada e cheia de responsabilidades impede-o de acumular uma posição de maior destaque, embora mesmo se tivesse essa oportunidade o mais certo era ele recusá-la. A sua participação no Gaming Portugal é motivada principalmente pelo gosto por gaming e dá-lhe um prazer especial saber que nesta casa a “independência” é uma característica definidora.
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