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Primal Carnage Review

Primal Carnage Review
9.0 Avaliação
Apresentação: 8/10
Grafismo: 9/10
Jogabilidade: 9/10

Modesto, simples, divertido e eu já disse que mete dinossauros pelo meio!

Informação Geral Sobre o Jogo

NOME DO JOGO: Primal Carnage

CRIADORA: Lukewarm Media

DISTRIBUIDORA: Reverb Publishing

PLATAFORMAS: PC

GÉNERO: FPS

PREÇO JUSTO: €13.99 (Steam)

DATA DE LANÇAMENTO: 29 Outubro 2012

E se por alguma razão estranha dinossauros e humanos existissem durante o mesmo período? Imagina que o tal meteorito não tinha caído e que hoje os dinossauros ainda andavam por aí. Pois bem, foi essa a ideia da Lukewarm Media e sejamos francos, muitos de nós até já pensámos nisso embora sempre fosse um pouco difícil imaginar como um jogo destes poderia funcionar. Mas para todos aqueles aficionados por dinossauros e jogos de ação eu tenho uma excelente notícia, o jogo dos vossos sonhos já anda por aí há algum tempo, chama-se Primal Carnage e o seu mais recente DLC grátis acabou de o tornar ainda mais épico.

Quando Primal Carnage chegou ao mercado nós tivemos a oportunidade de lhe meter as mãos em cima, a experiência foi interessante e seguramente muito divertida mas ficámos com a sensação de que faltava algo. Queríamos sobretudo mais variedade porque sentimos que ele se tornava aborrecido um pouco rápido demais, era quase como se não tivéssemos a versão final de um jogo nas nossas mãos.

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Primal Carnage coloca humanos e dinossauros frente a frente…

Felizmente o lançamento do novo DLC (gratuito) trouxe consigo o que faltava e cá estou eu para te falar, ou melhor escrever, sobre um jogo que até te pode ter passado ao lado mas que depois desta review eu espero seja capaz de captar a tua atenção.

Primal Carnage coloca-nos então numa mítica luta de Dinossauros Vs. Humanos com uma particularidade, nós tanto podemos jogar com um como com o outro. Tal como referi na introdução, eu sei que muitos gamers e porventura até tu podes estar neste momento a torcer o nariz perante tal ideia, mas com os recursos existentes neste momento ela é perfeitamente exequível.

Na realidade Primal Carnage conta com dois dois tipos de jogos, no primeiro somos humanos e jogamos tal como se de qualquer outro FPS de ação se tratasse. Podemos escolher entre cinco classes (Cientista; Comando; Pathfinder; Trapper e Pyromaniac) cada uma com os seus pontos fortes e fracos, úteis em diferentes áreas. Do lado dos humanos o nosso objetivo é sobreviver aos ataques dos dinossauros e escrevo “sobreviver” porque é precisamente isso que tentamos fazer durante a maior parte do tempo.

Quando passamos para o lado dos animais pré-históricos o jogo passa para um modo na terceira pessoa e temos à nossa disposição mais 5 classes distintas (Tyrannosaurus; Novaraptor; Dilophosaurus; Pteranodon; Carnotaurus) que têm uma só característica em comum, são todas devastadoras.

A diferença entre os dois lados é interessante, enquanto humano tu estarás claramente em desvantagem, de tal forma que te deves preparar para morrer vezes sem conta vítima dos temíveis dinossauros. O truque para ganhar quando se joga com os humanos é trabalhar em equipa, descobrir a táctica perfeita e principalmente arranjar proteção das criaturas de maior porte. A jogabilidade é simples e os comandos respondem na perfeição, normalmente nós seremos mais rápidos do que os dinossauros a reagir, partindo do principio que não somos apanhados de surpresa, o problema é que eles não morrem com facilidade e os mais pequenos têm agilidade.

As batalhas são divertidas, por vezes frenéticas e muito satisfatórias. Num hipotético confronto na vida real, um humano com algumas armas não seria adversário à altura dos dinossauros e o jogo realça isso mesmo, não quer dizer que os humanos não podem ganhar, significa sim que precisam de se esforçar muito mais do que os dinossauros para o conseguirem.

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São precisas muitas balas para derrubar um Tyrannosaurus…

Passemos agora para os dinossauros, eles são poderosos e verdadeiramente letais. Desde o gigantesco Carnotaurus até ao ágil Novaraptor, todos eles são extremamente eficazes a desmembrar humanos. Uma das coisas que mais me agradou em Primal Carnage foi o facto de realmente nós nos sentirmos poderosos quando jogamos com os dinossauros, ou seja, aniquilar por complexo aqueles “insignificantes” humanos não é uma tarefa que se pode considerar muito complicada e uma boa equipa será difícil de bater.

O jogo obriga-nos a alternar entre um lado e outro, todos sofrem e lutam pelas suas vidas com os humanos, mas todos também desfrutam do poder devastador dos dinossauros. A jogabilidade nos dois lados é muito boa sendo que estes são provavelmente os dinossauros mais bem desenhados que eu já vi num videojogo.

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Gráficamente Primal Carnage impressiona…

A jogabilidade é boa e beneficia a experiência, mas o grafismo não lhe fica atrás. Primal Carnage é belíssimo no departamento visual, começando nos cenários, passando pelo detalhe dos dinossauros este jogo é de facto um regalo para os olhos. A Lukewarm Media está de parabéns, pois ninguém esperava que um jogo independente de multi-jogador tivesse um grafismo desta qualidade.

A única desvantagem é que o jogo acaba por ser exigente, ou seja, embora um computador de gama média / alta seja capaz de o correr sem qualquer tipo de problemas, aqueles com máquinas mais modestas poderão sentir dificuldades para o jogarem nas resoluções mais altas. Os requisitos oficiais nem sequer são muito elevados e logo eu concluo que um grande número de computadores deve ser capaz de o aguentar, mas creio que apenas aqueles que forem indicados para gaming poderão desfrutar de toda a sua potência.

Quando Primal Carnage chegou ao mercado ele tinha um só modo de jogo, o “Team Deadmatch“. Na sua essência e apesar de ter algumas falhas (que foram sendo corrigidas entretanto) o jogo já era bastante bom, o problema é que a falta de variedade e conteúdo tornava-o repetitivo e após algumas horas o cansaço era inevitável.

Escusado será dizer que a variedade é um factor de extrema importância num jogo de multi-jogador, sem ela ele corre o risco de ser “encostado a um canto” e cair vítima da eventual desinstalação. Mas recentemente o jogo ganhou um DLC que lhe trouxe um novo fôlego, um novo modo de jogo chamado “Get To The Chopper“; quatro novos mapas e uma nova classe gigantesca de dinossauros chamada Spinosaurus adicionam mais um pouco de variedade à mistura.

Talvez não seja um DLC cheio de conteúdo, mas principalmente o novo modo de jogo e os mapas são uma ajuda preciosa e que tornam Primal Carnage mais apetecível. Há porventura ainda algum trabalho pela frente, por exemplo eu gostaria de ver pelo menos mais dois ou três bons modos de jogo.

A missão de um jogo é entreter o gamer e Primal Carnage não falha, a sua jogabilidade simples permite que o gamer se deixe envolver de imediato pela experiência e o seu conceito divertido que coloca criaturas pré-históricas contra humanos funciona. Junte-se a isto uma qualidade gráfica assinalável, o novo modo de jogo, mapas e outras novidades adicionadas pelo DLC e temos em mãos um produto com muito valor que parece valer cada cêntimo do seu preço.

Helio Costa

Helio Costa

Editor na Gaming Portugal
Apesar de ser editor, juntamente com o Diogo encarrega-se de gerir toda a equipa, é uma espécie de terceiro “boss” que muitas vezes acaba por ser o primeiro. Para além de escrever para o website ele é responsável pela verificação de conteúdo e por corrigir muitas das falhas que nós cometemos quando queremos trabalhar rápido demais. – See more at: http://gamingportugal.com/a-equipa/#gp3
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  • josé reinaldo

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