Opiniões

Anthem: Muito Trabalho Pela Frente

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Durante o fim-de-semana passado eu tive finalmente a oportunidade de jogar a demo do Anthem (PC). A nova aposta da Electronic Arts tem potencial, a experiência é divertida mas parece-me que a BioWare tem muito trabalho pela frente e isso preocupa-me.

Anthem chega este mês ao mercado (dia 22 de Fevereiro) e a “demo” do fim-de-semana passado serviu para que os jogadores tivessem uma ideia do que o jogo tem para oferecer. Eu a NOX e o D3vilD0gPT formámos um pequeno esquadrão de três e “partimos em conquista do desconhecido”.

No geral a experiência foi divertida, o Anthem é sem dúvida poderoso no departamento gráfico e um verdadeiro regalo para os olhos, mas com tanta potência gráfica a “performance” está longe de ser a ideal. Confesso que foi uma pequena desilusão para mim, porque atendendo à natureza de “grind” deste tipo de jogo e à necessidade de se dedicar à mesma muitas horas na busca por melhores equipamentos e armas, uma má “perfomance” pode prejudicar muito a experiência a longo prazo.

Terá sido boa ideia utilizar o Frostbite 3?

Por um lado Anthem é visualmente impressionante, pelo outro é um jogo “que puxa pela máquina” o que significa que muito provavelmente os computadores de gamas médias ou médias/baixas não o vão conseguir jogar em grandes condições. Aliás as quebras de FPS (frame rate) são frequentes e mesmo em plataformas de gama alta com placas gráficas poderosas a instabilidade é um problema.

Aliás a DigitalFoundry deu uma vista de olhos pela “performance” do jogo e concluiu que não é fácil atingir os 1080p, 60fps:

Má “performance” é mau sinal no PC e resta saber se estes problemas vão persistir após o lançamento do jogo.

Na minha opinião e sendo Anthem um jogo tão focado na experiência cooperativa, é sempre preocupante quando a potência gráfica atravessa-se entre o jogador e a experiência. Quando estávamos a jogar a NOX afirmou várias vezes que achava o jogo “desnecessariamente pesado” e realmente dou por mim a pensar que talvez se eles tivessem utilizado outro motor gráfico isto poderia não ter acontecido.

Mas não entremos em “modo negativo” e vamos esperar para ver se estes problemas de “performance” estão resolvidos no lançamento do jogo.

Algumas mecânicas de jogabilidade são interessantes

A habilidade de voar é extraordinária (mas é necessário ajustar a sensibilidade do rato para tirar partido dela) e torna as batalhas muito divertidas. Não há nada como voar e depois mandar uma chuva de mísseis contra os inimigos. Anthem também não é um jogo difícil de se jogar, tudo é relativamente simples e a jogabilidade não é mais fluída devido aos “soluços” da performance.

Os combates até foram divertidos mas esquecendo a habilidade de voar e a qualidade do grafismo, a demo não foi especialmente memorável em mais nenhuma área. Parece-me ser um shooter sólido mas precisa de muito trabalho para se destacar dentro do género.

O Hub é terrível

Não é um grande problema mas o “hub” do jogo é qualquer coisa medonha. A visão muda para primeira pessoa, a nossa personagem caminha em câmara lenta e apesar da cidade ser visualmente espectacular eu acho que podiam ter feito um “hub” muito mais simples.

Mas julgando pelo demo, vale a pena comprar?

  • A resposta curta:

Não.

  • A resposta longa:

Anthem está muito longe de ser a experiência perfeita e é-me difícil recomendar a compra quando existem títulos como o Destiny 2 ou até o gratuito Warframe que são alternativas bem melhores para quem procura por experiências de cooperação em esquadrão.

Julgando pela demo que vale o que vale, este jogo ainda tem muito trabalho pela frente e só por isso não me parece que seja merecedor de uma compra na data de lançamento. Pelo contrário a minha recomendação é esperar e perceber se de facto a equipa de desenvolvimento está comprometida no desenvolvimento continuo de Anthem e a explorar todo o seu potencial.

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