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Baldur’s Gate 3: Um breve olhar pelo acesso antecipado

Baldur’s Gate 3 chegou recentemente ao mercado através de uma versão de acesso antecipado que vem recheada de conteúdo. Nós estivemos a jogá-lo e será que ele promete vir a ser uma aventura épica?

Primeiro e para quem não sabe, “Baldur’s Gate 3” é um RPG e obviamente o terceiro título da popular saga “Baldur’s Gate“. Este jogo em particular está a ser desenvolvido pela Larian Studios que é o estúdio por detrás da também popular saga “Divinity“.

O jogo é um RPG clássico de ação por turnos, o que significa que as personagens que controlamos atacam à vez com movimentações estratégicas que visam a vitória no campo de batalha. Dito isto, se a ação por turnos não é algo que te agrade minimamente então “Baldur’s Gate 3” não é o jogo para ti, mas se pelo contrário aprecias o género então continua a ler esta opinião.

Uauuu mas que começo!

Baldur’s Gate 3 está a ser desenvolvido para ser um grande RPG, não só uma experiência massiva devido à sua escala mas também à qualidade da história. Tudo começa com uma “cutscene” fantástica:

Para quem não teve paciência para ver o vídeo, no jogo nós vestimos a pele de um dos prisioneiros a bordo de uma nave Nautiloid quando uma criatura se aproxima de nós e nos coloca um parasita na cabeça. Eventualmente a nave acaba por se despenhar e nós conseguimos fugir determinados a remover esse parasita do nosso cérebro.

É um começo no mínimo auspicioso para um jogo que ainda se encontra em acesso antecipado e de facto Baldur’s Gate 3 “estica” este conceito ao oferecer nesta fase um grande volume de conteúdo.

Senão vejamos, são cerca de 25 horas de jogabilidade, mais de 46 mil linhas de diálogo em inglês; 600 NPC’s; 146 feitiços e ações; 16 raças e a lista continua. Não é muito habitual um jogo em acesso antecipado oferecer tanto conteúdo e é um bom indicador do quão massiva será a experiência no lançamento oficial.

A experiência até agora

Já acumulámos algumas horas da experiência de acesso antecipado e não podíamos estar mais impressionados. A jogabilidade é simples, os combates são divertidos e extremamente tácticos e a história está ao nível de um grande épico de fantasia do mundo do entretenimento.

O mundo de Baldur’s Gate 3 é rico em conteúdo, personagens e é uma experiência gráfica de qualidade. O jogo é, mesmo em acesso antecipado, um regalo para os olhos e apesar desta versão ser um pequeno vislumbre do que será a versão final, dá para perceber o enorme potencial que este título tem.

Mas não se deixem levar apenas pela nossa opinião. O jogo, reforçando mais uma vez que ainda se encontra em acesso antecipado, tem sido um sucesso de críticas com esta versão a acumular uma média de críticas “muito positiva” na Steam.

Todo este entusiasmo e boa recepção é compreensível mas não significa que o jogo não tem problemas, porque eles existem e não são poucos. Muitos bugs; “crashes”; problemas com carregamento de texturas; personagens que ficam inexplicavelmente presas são só alguns dos incómodos com os quais nós nos deparámos. Nada de muito sério e totalmente expectável visto tratar-se de um jogo ainda em desenvolvimento.

Mas vamos ao que interessa com brevidade porque é suposto isto não ser muito longo

O mundo, a história e a escala

Quando estamos a jogar Baldur’s Gate 3 esquecemo-nos que não estamos a desfrutar de um jogo completo. Há tanto para fazer, existem tantas histórias interligadas e tanto para explorar e descobrir que já ninguém tem dúvidas que no lançamento oficial teremos não só um grande jogo em qualidade como também em escala (a não ser que aconteça um desastre pelo caminho).

O que é interessante é que até certo ponto nós dirigimos a narrativa, por exemplo uma conversa com um começo amigável pode ter um fim desagradável e terminar com um combate inesperado. Para além disso é possível atacar qualquer NPC no jogo, mesmo aqueles que são amigáveis e assim dispensar por completo o “caminho do bem”.

Tudo depende do estilo de jogo de cada um. Os mais diplomáticos serão capazes de fazer aliados enquanto os adeptos do “disparar primeiro e perguntar depois” vão seguramente acumular inimigos.

Há ainda um sistema de “rolar os dados” que em momentos chave determina se um diálogo vai ter resultados muito positivos ou terrivelmente negativos para nós. O resultado depende da sorte e também das nossas habilidade de persuasão, intimidação e por aí fora.

Desde cedo Baldur’s Gate 3 ensina-nos que a imprudência pode ser punida com uma derrota pesada. Por vezes compensa engolir um pouco o orgulho para evitar um confronto altamente desequilibrado.

O combate

Tal como foi mencionado no início deste artigo o combate em Baldur’s Gate 3 é por turnos numa mecânica em que cada personagem tem um determinado número de movimentos. Os combates têm uma forte componente táctica mas funcionam de forma simples:

  • Qualquer movimento, mesmo que seja um ataque, tem o seu custo. Quando jogamos com a personagem “A” e esgotamos todos os movimentos é altura de completarmos o turno dessa personagem;
  • Personagem “X” que é nossa inimiga faz o mesmo;
  • E assim sucessivamente…

As nossas “partys” (grupos) são compostas por 4 elementos e à medida que vamos progredindo no jogo vamos adicionando novas personagens ao nosso acampamento que podemos integrar ou remover da “party” de acordo com as nossas necessidades e gostos pessoais.

O combate táctico

Depois de entendermos as mecânicas de combate chega o verdadeiro desafio: fazer uso do pensamento táctico e ser estratégico nas tomadas de decisão. Baldur’s Gate 3 não é de todo um daqueles jogos que nos “dá a mão” e sobretudo os jogadores mais inexperientes poderão ter dificuldades até nas primeiras e mais básicas batalhas.

O combate é uma espécie de “jogo de xadrez” no qual é necessário que os jogadores saibam “movimentar as suas peças” e acima de tudo seja capazes de explorar as fraquezas dos inimigos. Cada personagem possui características diferentes e é preciso conhecê-las bem para tirar partido de todo o seu potencial.

Nesta versão de acesso antecipado de Baldur’s Gate 3 não demora muito tempo até que os combates se tornem mais exigentes e divertidos. A sua duração varia entre os muito rápidos e os extremamente longos, em ambos no entanto “o tempo voa” e isso deve-se principalmente ao facto de estarmos tão concentrados nos nossos próximos passos que nem sequer temos noção do tempo a passar.

Tal como já referimos, são os novos jogadores do género que vão encontrar maiores dificuldades pelo menos até se habituarem ao sistema de combate. Leva o seu tempo porque há muitas variantes a ter em conta no combate táctico e algumas delas só com conhecimento e principalmente experimentação. Mais uma vez, gravar com frequência é recomendado.

Visualmente

É um dos departamentos mais impressionantes do Baldur’s Gate 3, os modelos das personagens estão muito bom bem como os cenários e, como já foi possível ver no vídeo em cima, as “cutscenes” são qualquer coisa.

Há inúmeros bugs visuais nesta versão de “acesso antecipado” mas não retiram nada quer seja à potência do grafismo ou à qualidade do trabalho artístico. Dito isto o jogo é visualmente moderno e um pouco mais exigente do que o RPG por turnos tradicional, o que essencialmente significa que jogadores com computadores de gamas mais baixas poderão ter problemas para correrem esta versão de acesso antecipado. Recomenda-se darem uma vista de olhos pelos requisitos antes de o comprarem.

É importante não esquecer que Baldur’s Gate 3 é um jogo ainda em desenvolvimento e que a experiência deverá continuar a ser optimizada e a correr cada vez melhor. Hoje no PC a versão de acesso antecipado já é bastante estável embora ainda haja muito trabalho pela frente.

Vamos concluir

Nós estamos impressionados, Baldur’s Gate 3 é neste momento uma experiência divertida e cheia de promessa. Não reinventa a roda mas permanece fiel às grandes qualidades que popularizaram este género de jogos e mesmo em acesso antecipado já oferece uma enorme quantidade de conteúdo.

É caso para dizer: temos jogo!

O Figueiras é um elemento fundamental da Gaming Portugal e a figura mais respeitada da equipa. A sua vida atarefada impede-o de acumular uma posição de maior destaque, embora mesmo se tivesse essa oportunidade o mais certo era ele recusá-la. A sua participação na Gaming Portugal é motivada principalmente pelo gosto por gaming e dá-lhe um prazer especial saber que nesta casa a “independência” é uma característica definidora.

Apesar de ser editor, juntamente com o Diogo encarrega-se de gerir toda a equipa, é uma espécie de terceiro “boss” que muitas vezes acaba por ser o primeiro. Para além de escrever para o website ele é responsável pela verificação de conteúdo e por corrigir muitas das falhas que nós cometemos quando queremos trabalhar rápido demais.

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