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E.Y.E: Divine Cybermancy: Primeiras Impressões

E.Y.E: Divine Cybermancy: Primeiras Impressões

E.Y.E: Divine Cybermancy foi definitivamente um jogo que captou a atenção dos gamers de PC. Diferente e original, o projeto da Streum On Studio é ambicioso e possui argumentos fortes o suficiente para que daqui a uns tempos se torne num jogo de culto.

Alguns websites já publicaram as suas reviews, a nossa ainda se encontra por esta altura em processamento e o mais certo é só sair após o lançamento do novo patch que deve estar para breve. Para já temos para vocês as nossas primeiras impressões após algumas horas de jogo.

Diogo Mota

E.Y.E: Divine Cybermancy é um FPS de ação com elementos de RPG diferente de todos os outros. No meu primeiro contacto o que me saltou à vista foi a qualidade do grafismo e apesar de às vezes ser demasiado escuro para o meu gosto, E.Y.E é sem dúvida uma boa utilização do motor gráfico da Valve (Source Engine). Essa utilização beneficiou também a jogabilidade que é boa e quem já jogou por exemplo os Half Life’s vai-se sentir em casa. O ambiente do jogo é surpreendentemente bom, o mundo de E.Y.E está cheio de personalidade e de possibilidades.

Digamos que não é propriamente o jogo mais fácil de se compreender no mercado. Os tutoriais ajudam, no entanto todo o sistema de menus pode ser inicialmente confuso e o estilo da fonte bem como o tamanho de letra podem dificultar um pouco a compreensão. As armas são sólidas, a mim dá-me um gozo especial utilizar as “snipers“. Os vários elementos de RPG parecem funcionar bem, temos as clássicas subidas de nível e ao mesmo tempo vamos construindo a personagem à nossa medida, podemos por exemplo torná-lo mais forte intelectualmente e virado para o “hacking” ou optar por reforçar atributos como a força ou a resistência.

Há uma característica interessante neste jogo que se vê em muitos poucos jogos, pode demorar algum tempo até dominarmos os mecanismos básicos, mas assim que isso acontece ele torna-se muito divertido e até viciante. Apesar de não ser super-complicado, E.Y.E não é um jogo para qualquer um, eu diria que é principalmente indicado para jogadores de PC com alguma experiência e que gostam de FPS’s com elementos de RPG incorporados.

Não tenho é dúvidas absolutamente nenhumas de que estamos perante um jogo único que brilha especialmente quando é jogado em modo de cooperação. Gostei bastante do que vi até agora e por menos de 20€ parece ser um bom negócio.

Gualter Honrado

“Vou ser sincero, o jogo a mim não me chamou à atenção, foi só depois de o ver a correr ao vivo que fiquei interessado. A primeira impressão não foi boa, por um lado acho que o Source Engine foi bem utilizado, pelo outro a escuridão excessiva apesar de combinar com o ambiente tira um pouco a piada da coisa. Gostei das armas, da jogabilidade, mas achei os menus do mais confuso que já vi num videojogo e talvez isso aconteça por eu não ser um daqueles puros gamers de PC.

O jogo está longe de poder rivalizar com um qualquer peso-pesado do mercado, mas ganha alguns pontos por ser intrigante e isso quer queiramos quer não, faz com que tenhamos vontade de o jogar. Ha é verdade, aquela lanterna é como se não existisse, a sério ainda estou para perceber o quê que ela ilumina!

As características de RPG estão lá, mas misturam-se de forma confusa com o resto do jogo e obrigam-nos a estarmos especialmente atentos para as compreendermos. Há alguns problemas, por exemplo ler os diálogos pode ser uma dor de cabeça em algumas situações e a história em si não é muito memorável.

 Hélder Sousa

E.Y.E: Divine Cybermancy é uma boa alternativa económica para quem procura por um jogo capaz de proporcionar alguns momentos de diversão. O grafismo não é de elite, a jogabilidade pode ser divertida e o seu grande ponto forte reside no modo de cooperação. Se arranjarem amigos para jogar e estiverem dispostos a ignorar algumas limitações óbvias de um título independente, então tenho a certeza que vão passar algumas horas de divertimento.

Paulo Figueiredo

“Aqui no Gaming Portugal nós somos grandes fãs de jogos independentes e E.Y.E deixou-me inicialmente surpreendido e passadas algumas horas um pouco desiludido. Acho que o jogo mistura demasiados elementos e sofre por isso, na minha opinião ele teria um potencial ainda maior se fosse mais focado na ação e menos nos elementos de RPG. Fiquei bastante incomodado com os menus mas verdade seja dita, depois de nos habituarmos é algo que passa ao lado. De resto fiquei com a impressão de que E.Y.E: Divine Cybermancy tem condições para crescer e ser muito melhor, se os programadores estiverem atentos ao “feedback” dos utilizadores e dispostos a trabalhar muito, talvez daqui a 4 ou 5 meses ele esteja muito melhor. Por agora é um jogo simpático que pode e deve ser jogado com amigos.

Marcio Olival

O Márcio é uma das forças editoriais da Gaming Portugal, ele também faz um pouco de tudo mas a sua preferência reside nos artigos de opinião. Regra geral ele não é comedido nas palavras, porém em vez de optar pela dureza extrema ele opta quase sempre pelo sentido de humor.

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  • adolfo

    nossa parei na primeira porta, tento hacker ela e eu que acabo hackeado hehe

    • Diogo Mota

      A primeira porta do jogo é muito fácil, tente um ataque, seguido de overflow e mais alguns ataques.

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