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Genopanic – Análise

Genopanic é uma aventura de plataformas com elementos metroidvania onde nós exploramos uma vasta estação espacial cheia de segredos e perigos.

Genopanic é mais um daqueles pequenos videojogos que não “reinventa a roda” e prefere focar-se em tentar fazer bem aquilo a que se propõe.

Estamos perante um jogo de plataformas 2D desenhado na sempre popular arte pixel e que incorpora elementos “metroidvania” e resolução de puzzles.

Com muitos saltos e alguma ação à mistura a nossa missão é explorar uma estação espacial abandonada e tentar perceber o que levou ao seu colapso.

A história

Genopanic Screenshot 1

Em Genopanic nós vestimos a pele de um astronauta a quem é atribuída a missão de investigar os acontecimentos na estação espacial “Simbirsk”.

Quando lá chegamos rapidamente percebemos que algo de terrível se passou. Há áreas da estação que estão inacessíveis, zombies circulam pelos corredores e outros inimigos ameaçam abrandar a nossa progressão.

Como companheiro temos um cão virtual chamado LAIK que nos vai auxiliando durante a aventura e desvendado um pouco mais a história peculiar desta estação.

Quem também habita a estação é uma Inteligência Artificial chamada VOLGA que parece mais determinada a causar-nos problemas do que propriamente a gerir a estação.

Aparentemente experiências com DNA correram terrivelmente mal e agora cabe-nos a nós encontrar algum sentido em tudo aquilo e salvar algumas vidas pelo caminho.

Não é uma história muito elaborada, é sólida o suficiente para sustentar a experiência mas poderia ter sido mais desenvolvida. Apesar disso, as personagens são interessantes e a atmosfera misteriosa do jogo acaba por tornar a experiência mais envolvente.

O grafismo

Genopanic Screenshot 2

A arte pixel continua a ser uma escolha popular junto dos criadores de videojogos e de facto consegue-se perceber porquê.

Genopanic é um excelente exemplo de como um jogo 2D relativamente simples pode ser visualmente bom. Não tenho dúvidas, o departamento gráfico é sem dúvida um dos que mais se destaca ao longo de toda a experiência.

Os cenários são ricos e detalhados, explorar a estação espacial é uma experiência visualmente estimulante. As animações são muito boas e a arte pixel é de uma qualidade ao nível dos melhores trabalhos 2D que eu já vi no mercado.

Na Gaming Portugal nós elogiamos muito quando um videojogo tem uma identidade visual porque isso ajuda-o a destacar-se no mercado e Genopanic consegue fazer isso.

A banda sonora e os efeitos sonoros

Genopanic Screenshot 3

A banda sonora e os efeitos sonoros são fundamentais na criação de uma boa atmosfera e Genopanic é um bom trabalho nesta área.

A um visual de qualidade juntam-se músicas que refletem a natureza desconhecida e perigosa da estação espacial. Elas são icónicas e memoráveis desde o primeiro momento e até quando os créditos finais estão a rolar.

Juntamente com o trabalho artístico esta é uma área que deve deixar a equipa de desenvolvimento muito orgulhosa porque conseguir criar experiências atmosféricas e memoráveis não é para todos.

A jogabilidade

Genopanic Screenshot 4

Genopanic é um jogo de plataformas e ação 2D e a jogabilidade envolve saltos, a utilização de armas e outros equipamentos.

Quando começamos a aventura temos muito pouco à disposição, mas com a exploração eventualmente vamos colocando as mãos em cima de armas e equipamento que nos vão ajudar a navegar mais rápido e em maior segurança dentro da estação.

O combate varia entre o corpo-a-corpo e armas de fogo. A movimentação é auxiliada com a utilização de um “jetpack” que dá um auxilio precioso nos saltos e um “dash” que, quando desbloqueado, também é uma grande ajuda.

Os controles são precisos, realizar saltos de precisão não é difícil para quem já está habituado ao género, mas pode requerer alguma habituação para novatos.

O nível de dificuldade é no entanto bastante baixo. Ao longo de toda a experiência nunca me senti verdadeiramente desafiado e embora tenha morrido, na maior parte das vezes isso aconteceu devido a saltos mal calculados ou algum inimigo cuja presença eu não me apercebi.

Há um bom nível de exploração e calculo que isso tenha sido o foco da equipa de desenvolvimento. Porém até os puzzles são pouco desafiantes e no geral isso torna a experiência demasiado fácil para o meu gosto.

Depois há a questão dos elementos do “metroidvania” de um jogo, que já agora, fez questão de se descrever a si próprio como um “não-metroidvania”.

Isto significa que embora ele tenha algumas características de um “metroidvania”, como o mapa ou a necessidade de termos um item ou habilidade para conseguirmos alcançar uma determinada área, ele é na realidade uma experiência linear.

O problema da longevidade

Genopanic Screenshot 5

Genopanic é naturalmente um videojogo modesto que não pretende revolucionar a indústria. Mas um dos seus maiores problemas, juntamente com a facilidade, é o facto de ser demasiado curto.

Este é um jogo que leva menos de 3 horas para completar, uma longevidade minúscula mesmo atendendo ao seu preço reduzido.

Torna-se difícil justificar a compra de um videojogo cuja experiência dura tão pouco tempo e embora exista incentivo para voltar a jogá-lo, devido aos múltiplos finais, não há qualquer motivação para continuar a fazê-lo depois de chegarmos ao fim pela primeira vez.

Eu não sou contra experiências curtas no mundo dos videojogos mas, a não ser que elas sejam absolutamente excecionais, não consigo recomendar a sua aquisição.

Genopanic até é um trabalho bem concebido e, quando jogamos, consegue ser uma experiência divertida e intrigante. Eu gostei bastante de jogá-lo mas a falta de desafio, a linearidade e a curta longevidade impedem-no de sair daqui com uma nota mais elevada.

Não temos informação oficial, mas julgando pelo final do jogo parece que a experiência poderá ser estendida com conteúdo adicional. Se isso acontecer eu voltarei a rever esta análise.

Para já, e por mais que eu goste do Genopanic, ele só vale o investimento se o encontrarem com um bom desconto.

Outras fontes para o vídeo: Dailymotion
6.2 NOTA FINAL

Demasiado curto e pouco desafiante

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Genopanic capa

Por um lado não me arrependo nada de ter jogado Genopanic, pelo outro gostei tanto deste jogo que me custa não poder dar-lhe uma nota mais elevada. Mas as análises têm destas coisas, por mais que gostemos de um videojogo devemos aos nossos leitores objetividade e se a falta de desafio já é um problema, uma longevidade insatisfatória não pode ser ignorada. Pode ser que a saída de conteúdo adicional me leve a revisitá-lo, mas por agora Genopanic não é uma compra recomendada.


História 5
Grafismo 7
Banda sonora e efeitos sonoros 8
Jogabilidade 7
Longevidade 4
POSITIVOS
  • arte pixel de qualidade
  • banda sonora e efeitos sonoros
  • atmosfera
NEGATIVOS
  • demasiado linear
  • longevidade
  • pouco desafiante

Última atualização: Maio 27, 2024 às 08:41

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Gualter Honrado

O Gualter é uma daquelas pessoas que deve ser hiperativa e nunca chegou a ser diagnosticada. O homem trabalha rápido e move-se nos “meandros” do mundo do gaming com uma agilidade tal que é uma espécie de “sniper” cá da casa. Ele dedica-se a um pouco de tudo, notícias; grandes jogos; jogos independentes; previews e ainda arranja tempo para jogar. O seu jogo preferido é o Portal.

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