Opiniões PC

HammerHelm: Opinião (acesso antecipado)

HammerHelm descreve-se como uma mistura única entre um jogo de aventura na terceira pessoa e uma experiência de construção. No jogo podes criar a tua personagem; a tua própria cidade; realizar quests, criar armas e armaduras bem como derrotar inimigos. Mas será que este jogo tem o que é preciso para conquistar o seu lugar ao sol?

Desde já é importante referir que um jogo em “acesso antecipado” sofre de limitações óbvias pelo facto de se tratar de um produto inacabado e que à partida deverá receber inúmeras melhorias até ao seu lançamento oficial. Apesar disso assim que um título chega ao mercado e mesmo que o lançamento seja realizado em “acesso antecipado” a realidade é que ele está disponível para compra e como tal isso permite-nos opinar sobre o mesmo.

A História

Nesta fase ainda não há muita história neste jogo, nós essencialmente controlamos um anão ao estilo do que vimos por exemplo num “Senhor Dos Anéis” e tentamos liderar a nossa espécie até à prosperidade. Como referi em cima podemos fazer quests; construir; criar novas armas e por aí fora.

O Grafismo

HammerHelm é um jogo independente e logicamente eu não estava à espera de encontrar uma potência gráfica capaz de rivalizar com os grandes títulos AAA no mercado. Estava no entanto à espera de alguma qualidade no departamento artístico mas, com muita pena minha, encontrei precisamente o contrário.

Artisticamente este jogo não é bonito, tudo desde os modelos das personagens passando pelos cenários e os edifícios são demasiado simplistas e pouco trabalhados mesmo para um jogo independente. São desvantagens naturais de um jogo que está a ser desenvolvido por uma só pessoa que suspeito eu, não possui uma veia de artista pronunciada, sendo que isso é visível até no menu inicial mesmo antes de começarmos a jogar.

A interface também é francamente mal desenhada, algumas decisões são incompreensíveis como o facto de o indicador dos objectivos (estilo Skyrim) encontrar-se no canto superior direito do ecrã e no geral o primeiro impacto visual com este jogo é bastante negativo.

A Jogabilidade

Mais um departamento que não impressiona. A jogabilidade de HammerHelm é uma espécie de RPG na terceira pessoa misturado com um jogo de construção e gestão de vilas. Enquanto RPG a acção é desinteressante, o combate é demasiado básico e rudimentar. Enquanto jogo de construção e gestão o problema repete-se.

Na minha opinião a jogabilidade, à semelhança do grafismo, é outro departamento que ainda precisa de muito trabalho. As mecânicas de jogo são antiquadas, a sensação que fica é que estou a jogar um título de um passado cada vez mais distante.

É verdade que o jogo ainda se encontra em “acesso antecipado” e isso ainda me deixa com uma pequena esperança para que ele melhore significativamente no futuro, porém a fraca execução mesmo neste estágio de desenvolvimento não é um bom prenúncio.

Banda Sonora, Efeitos Sonoros

É sempre mau sinal quando somos obrigados a retirar a música do jogo porque não suportamos a banda sonora, mas isso foi uma das minhas primeiras decisões alguns minutos depois de começar a jogar.

A banda sonora é tão básica e rudimentar como os outros departamentos, os efeitos sonoros embora não são terríveis também não contribuem para a imersão e escusado será dizer que temos aqui mais uma área que necessita de muito trabalho. Felizmente de todos os problemas mencionados o som é talvez aquele mais fácil de resolver.

Acesso Antecipado às vezes é mesmo sinónimo de produto inacabado

Se é verdade que alguns jogos de acesso antecipado já são robustos o suficiente para merecerem um olhar atento, também é verdade que por vezes eles são produtos tão inacabados que não conseguem ser experiências minimamente sólidas.

HammerHelm é, com muita pena minha, uma experiência medíocre e repetitiva que sofre com os poucos recursos que tem à sua disposição. Seja na jogabilidade; no grafismo; apresentação ou banda sonora, não há nada que seja digno de registo neste pequeno jogo.

Voltarei a ele daqui a uns meses, pode ser que mude de opinião por essa altura.

Apesar de ser editor, juntamente com o Diogo encarrega-se de gerir toda a equipa, é uma espécie de terceiro “boss” que muitas vezes acaba por ser o primeiro. Para além de escrever para o website ele é responsável pela verificação de conteúdo e por corrigir muitas das falhas que nós cometemos quando queremos trabalhar rápido demais.

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