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Kingdoms of Amalur Re-Reckoning: Opinião

Kingdoms of Amalur: Reckoning está de volta com todos os DLC’s, um grafismo melhorado, suporte 4K entre outras novidades. O massivo RPG traz consigo uma experiência mais polida mas será que oito anos após o lançamento da versão original esta remasterização conseguirá catapultá-lo para o sucesso?

Chama-se Kingdoms of Amalur Re-Reckoning e é mais uma remasterização no mercado que tem deixado muitos jogadores entusiasmados. E não é caso para menos, estamos a falar de um jogo que incluiu o trabalho de artistas como o Ken Rolston (Elder Scrolls IV: Oblivion) e o Todd McFarlane (criador do Spawn) suportado por uma história da autoria do popular escritor R.A. Salvatore.

Em 2012 o jogo original prometia trazer consigo uma aventura épica de grande escala e quem sabe, tornar-se numa referência dentro do género. Já lá vão oito anos mas nós diríamos que uma “remasterização” é um testemunho de que de facto o original causou impacto.

A História

Kingdoms of Amalur Re-Reckoning acompanha a história de um mortal conhecido como o “Sem Destino” que é ressuscitado no “Poço Das Almas” pelo cientista Fomorous Hugues. O “Sem Destino” é a primeira experiência bem sucedida do cientista, infelizmente não há tempo para festejos porque tudo é colocado em causa quando o laboratório é atacado.

Felizmente o “Sem Destino” consegue escapar e fica a saber que está a decorrer um conflito no seu mundo. Ele descobre também que o facto de ter morrido e depois ter sido ressuscitado significa que ele não possui qualquer destino e pode ele próprio moldar o seu futuro. Melhor do que isso, ele possui a habilidade de alterar o destino dos outros.

Isto não é mais do que uma mera introdução porque a história neste jogo é tão rica e massiva que são necessárias algumas horas até que os jogadores tenham uma ideia de como tudo funciona neste mundo.

Kingdoms of Amalur Re-Reckoning é um “RPG à séria” que é como quem diz, é um jogo de escala considerável que vai ocupar muito do teu tempo. Estamos a falar de uma longevidade que ronda as 60 horas de jogo e quase o dobro disso para os jogadores que pretendam completá-lo a 100%. É obra!

Temos a história principal e um grande número de histórias paralelas que a pouco e pouco nos vão desvendado os segredos deste mundo mágico. Para além disso há muita literatura espalhada por todos os cantos do mundo e também ela cheia de informação e história.

O envolvimento de R.A. Salvatore foi naturalmente fulcral para que a história tivesse também ela escala e sobretudo consistência do principio ao fim. O resultado é um jogo que não obstante de ser uma remasterização de um título que tem quase uma década, conta com uma história fantástica.

O Grafismo

Melhores texturas, o habitual 4K e no geral uma fidelidade gráfica superior ao jogo original são as principais novidades neste departamento. Isto significa que o Kingdoms of Amalur Re-Reckoning é visualmente superior ao original e está mais adaptado aos nossos dias.

É importante realçar também que em 2012 o jogo original já se destacava pela sua qualidade no departamento visual e até mesmo hoje essa versão “aguentou” muito bem o passar dos anos. Queremos com isto dizer que apesar das melhorias na qualidade gráfica serem visíveis na versão remasterizada, elas não são dramáticas e serão menos impressionantes para quem nunca jogou o original.

Independentemente da perspectiva a realidade é que Kingdoms of Amalur Re-Reckoning é uma boa remasterização visual e com melhores texturas e resoluções mais elevadas ele realça ainda mais o brilhante trabalho artístico que foi realizado na construção deste mundo mágico.

A Jogabilidade

Para quem não sabe “Kingdoms of Amalur Re-Reckoning” é um RPG de mundo aberto que se joga na perspectiva da terceira pessoa. Sendo um jogo de mundo aberto temos à nossa disposição um mapa gigantesco que deve ser explorado e encontra-se preenchido por diversas regiões.

Como qualquer outro RPG a nossa personagem vai subindo de nível; desbloqueando habilidades; adquirindo mais equipamentos e com a progressão vai-se tornando cada vez mais poderosa. A experiência é a do típico RPG de mundo aberto por isso se estás familiarizado com este género de jogo vais “sentir-te em casa”.

O combate é realizado em tempo real e batalhas que são sempre dinâmicas, divertidas e recompensadores. A escolha do combate em tempo real foi muito aplaudida no jogo original e de facto para um jogo de grande longevidade é bom que o combate não seja nada aborrecido.

À nossa disposição temos armas de diferentes características, desde espadas; punhais; ceptros; arcos entre outras e todas elas alteram a jogabilidade de combate. Por exemplo, quando defrontamos um grupo de inimigos podemos recorrer a uma espada poderosa e optar pelo combate corpo-a-corpo devastador, ou usar punhais para ataques mais rápidos e até atacar à distancia com um arco.

Alterar o tipo de combate em tempo real é tão fácil e instantâneo como trocar de arma e nós carregamos sempre duas armas equipadas para além das outras que poderemos ter no inventário. Os combates processam-me como um jogo de acção clássico na terceira pessoa, podemos defender; atacar; esquivar; fazer ataques especiais e entrar no modo “Reckoning” através do qual abrandamos o tempo para derrotarmos os inimigos com mais facilidade.

Para além disso há uma mecânica interessante de golpe final na qual podemos ganhar alguma experiência extra. O combate é muito interessante e toda esta dinâmica é na nossa opinião uma das razões que torna a experiência tão fresca mesmo na “remasterização”.

Mas há mais! O sistema de classes é altamente costumizável e os jogadores têm a possibilidade de serem o que quiserem. Que tal um mestre no corpo-a-corpo que também é fantástico no ataque à distância? E que tal um mágico que é devastador nos ataques corpo-a-corpo?

Essencialmente existem 5 destinos, são eles “Fateless One“; “Seeker“; “Rogue“; “Acolyte” e “Brawler” sendo que cada um deles oferece diferentes bónus (mais vida, mais mana etc…). Depois existem três habilidades principais (“Might“, “Finesse” e “Sorcery“) nas quais gastamos pontos que vamos adquirindo com a progressão no jogo. Estas três habilidades funcionam como classes e o interessante é que podemos por exemplo combinar “Might/Finesse” ou “Sorcery/Might” e assim sucessivamente.

Interessante é também o facto de podermos trocar de destinos a qualquer altura do jogo desde que estejamos fora de combate e isso contribui ainda mais para que os encontros com inimigos sejam divertidos e diferentes.

O jogo possui uma robustez que nos agrada, há sempre muito para fazer e para gerir. Temos as armas; os equipamentos; acessórios; consumíveis; “crafting”; os já mencionados destinos e habilidades; ataques especiais; e claro toda a história que nos é contada através das “quest” principais e secundárias.

O mundo por sua vez é “amigo” da exploração, ou seja, podemos estar a fazer uma “quest” mas pelo caminho decidir explorar uma nova área e regra geral somos recompensados quando encontramos “loot” que de outra forma nos passaria ao lado. Por “falar” em “loot”, nesta remasterização ele foi revisto e agora os jogadores terão uma maior chance de encontrar armas e equipamentos adaptados à sua classe.

Outra das novidades desta nova versão é a adição do nível de dificuldade “Very Hard” especialmente indicado para aqueles que procuram por um maior desafio.

A Banda Sonora

Da autoria do premiado músico escocês Grant Kirkhop (Banjo-Kazooie; Donkey Kong 64; GoldenEye 007; Perfect Dark entre outros), a banda sonora deste jogo é um hino aos grandes clássicos de fantasia do mundo do entretenimento e está ao nível da banda sonora de um grande filme de Hollywood.

Faz sentido premiar todo o trabalho de R.A. Salvatore na construção desta excelente história com uma banda sonora de grande nível e que ajude a realçá-la. A experiência é, com a ajuda da banda sonora, ainda mais envolvente e basta ouvir algumas das músicas para se perceber que ela é absolutamente fantástica.

Um RPG que é o pacote completo

Não são muitos os RPG’s no mercado que podem ser considerados “o pacote completo” mas “Kingdoms of Amalur Re-Reckoning” consegue esse feito. Tem vantagem óbvia sobre o original porque foi “moldado” para os nossos dias e embora não traga consigo uma revolução (nem tão pouco conseguiria visto ser uma remasterização), oferece uma experiência super-sólida com uma longevidade que já começa a ser rara nestes tempos.

A remasterização quanto mais não seja prova (pelo menos para quem não jogou o original) que este RPG é uma boa alternativa para quem procura por uma experiência que faça jus ao género. Kingdoms of Amalur Re-Reckoning dá uma nova vida a um jogo que de facto sempre teve muita qualidade e se é de um “RPG a sério” que estás à procura, então considera dares uma vista de olhos por este título.

Um excelente RPG!

Kingdoms of Amalur Re-Reckoning mantém-se fiel às qualidades do original e oferece uma versão melhorada de um dos melhores RPG's dos últimos anos. Se és fã do género e nunca jogaste o original, então este título é seguramente uma compra recomendada.

8.2
Recomendado:
8.2

Ele foi a força fundadora por detrás da Gaming Portugal e conseguiu reunir uma equipa competente e muito unida. É principalmente um elemento que trabalha nos bastidores, embora ultimamente vocês o conheçam pelo seu trabalho no podcast juntamente com a NOX e nas transmissões ao vivo.

Apesar de ser editor, juntamente com o Diogo encarrega-se de gerir toda a equipa, é uma espécie de terceiro “boss” que muitas vezes acaba por ser o primeiro. Para além de escrever para o website ele é responsável pela verificação de conteúdo e por corrigir muitas das falhas que nós cometemos quando queremos trabalhar rápido demais.

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