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Novo Ano, Novas Consolas

Novo Ano, Novas Consolas

A Sony irá revelar, em menos de 24 horas, algo que se especula ser a sucessora da PlayStation 3. Esta notícia surge a meio de tantas outras novidades e rumores que têm dado imenso que falar entre comunidades de gaming (rumores de especificações da nova PlayStation e XBox, empresas a afirmarem que já estão a desenvolver jogos para a próxima geração de consolas, touch screens embutidos em comandos, comandos embutidos em touch screens, etc etc etc…).

Com tudo isto, acho que é uma boa altura para rever o leque de novas consolas que estão a caminho este ano.

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A OUYA parece ser a consola Android com mais futuro…

O maior destaque vai, coletivamente, para as consolas que têm surgido com base em sistemas operativos Android. A OUYA gaba-se de ser a primeira consola Android e é a que, neste momento, parece ter mais futuro (ou, pelo menos, mais apoiantes). Tem um tamanho diminuto e um preço a condizer – está em pré-venda nos EUA por 99 dólares, cerca de 75 euros – e conta já com mais de 408 títulos disponíveis na data de lançamento.

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A concorrente da OUYA é ainda mais pequena e simples…

Num espírito semelhante, surgiu a Game Stick – “a consola de TV mais portátil de sempre“. Tal como o nome sugere, a Game Stick consiste unicamente num stick (semelhante a uma flashpen USB) que se liga à televisão e está pronta a jogar. Devido à semelhança do conceito e do timming com que surgiu, esta consola é considerada a concorrência direta à OUYA.

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A nGees é ambiciosa e multifacetada…

Uma outra consola baseada em Android e que se apoia no crowd-funding para subsistir – e que desencadeou reações de “epah, outra?” em várias comunidades de gamming – é a nGees. Ainda não se sabe muito sobre a nGees, mas parece que a sua equipa de desenvolvimento está a tentar apresentá-la não apenas como uma consola, mas como um centro multimédia, dando ênfase ao facto de poder ser usada para ver filmes, ouvir música, armazenar fotografias e imagens, vídeo-conferências, edição de texto e imagem, entre várias outras funções.

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Project SHIELD traz consigo o streaming de jogos de PC…

Fugindo agora do universo do crowd-funding e das televisões, temos a Project SHIELD, da NVIDIA. Esta é também baseada em Android mas não foi concebida para ser usada numa TV, sendo uma consola completamente portátil que consiste num comando com um pequeno ecrã. Por outro lado, a SHIELD não se limita à plataforma Android, sendo um dos seus pontos chave a possibilidade de fazer streaming de jogos de PC.

No meio disto tudo, a Valve anda a testar funcionalidades do Steam em plataformas Linux e a começar a falar mais abertamente da hipotética Steam Box, um híbrido entre consola e computador que (especula-se) trará os jogos do Steam para a televisão.

Com todas estas novas consolas a surgir em tão pouco tempo, parece que a indústria dos videojogos encontrou uma nova ‘galinha dos ovos de ouro‘, mas resta saber se, de facto, elas vingarão ou se todo este “hype” à volta de consolas Android não passará de algo passageiro.

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Serão estas consolas Android um sucesso ou um fracasso?

Os apoiantes da onda Android recebem de braços abertos as novas consolas, apontando para os preços acessíveis e para a maior liberdade dada a quem pretende desenvolver novos jogos (o próprio sistema operativo Android é baseado em Linux que, por sua vez, é software open-source, o que remove algumas barreiras proprietárias e facilita bastante o desenvolvimento de programas e jogos para estas plataformas). Portanto, temos consolas baratas, portáteis e nas quais é relativamente fácil para uma equipa desenvolver qualquer tipo de jogo – um aparente paraíso, principalmente para quem é entusiasta dos jogos indie.

Do outro lado da discussão, temos os mais pessimistas que argumentam que as consolas Android nunca serão concorrentes reais aos gigantes da Sony, Microsoft ou Nintendo (apesar de as equipas de desenvolvimento das consolas Android já terem dito que não é a sua intenção competir com as consolas atuais, mas sim estabelecer um novo nicho dentro da indústria) e que todo este entusiasmo vai, eventualmente, desvanecer, deixando para trás uma coleção de consolas de “segunda categoria” ou dizendo que, na melhor das hipóteses, estas consolas só irão apelar aos jogadores mais casuais. O hardware inferior e as limitações atuais da plataforma Android são as razões mais frequentemente mencionadas por quem defende estas opiniões.

Moda passageira ou não, pessoalmente, considero que o aparecimento destas consolas algo bastante positivo para a indústria dos videojogos. Em primeiro lugar porque já mostrou que há bastantes jogadores que se interessam e que apoiam (até financeiramente) consolas mais ‘alternativas‘ e que se mostram entusiasmados pela liberdade associada ao open-source – isto pode ser uma maneira de passar uma mensagem importante às empresas e aos defensores acérrimos de consolas e jogos estritamente proprietários.

Além disso, mesmo que estas consolas acabem por chamar mais um público de ‘casual gamers‘, não vejo isso como algo mau, antes pelo contrário (casual gamers need some love too) e acho ótimo que as consolas se tornem mais acessíveis a quem se interessa minimamente por videojogos. Em última análise, será interessante ver quais destas consolas é que realmente vão sobreviver ao teste final: o jogador.

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  • bem, este 2013 vai ser repleto de consolas 🙂
    mas será que o mercado está preparado para tantas consolas de jogos?
    e já agora, a “Xbox 720” vai ser anunciada na E3?

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