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Ravaged: Um FPS De Multijogador Pós-Apocalíptico

[gameinfo title=”Informação Geral Sobre o Jogo” game_name=”Ravaged” developers=”2 Dawn Studios ” publishers=”Reverb Publishing” platforms=”PC” genres=”Aventura” preco_justo=”€19.99 (Steam)” data_lancamento=”17 Outubro 2012″]

Ravaged é um novo FPS de multijogador que não possui qualquer tipo de campanha ou modo de história, em vez disso ele opta por se focar inteiramente na experiência online. Desenvolvido pela 2 Dawn Studios este é um título sólido que possui uma enorme margem de progressão mas que curiosamente não teve um arranque auspicioso.

A luta é protagonizada por duas fações, os “Resistance” e os “Scavengers” que batalham no meio de um mundo pós-apocalíptico pelos recursos que escasseiam, por território e obviamente pelas suas próprias vidas. O jogo possui uma escala considerável com mapas grandes, muitos veículos e até 32 jogadores a poderem participar na mesma sessão de jogo.

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Prepara-te para lutares pelo domínio do território…

Eu gostei da ambição da 2 Dawn Studios com Ravaged, eles não se limitaram a proporcionar uma experiência simples de multijogador, pelo contrário há um foco óbvio na importância do trabalho de equipa e com tantas pessoas a jogarem em simultâneo não faria sentido de outra forma. Para aqueles que já jogaram por exemplo o Battlefield 3, o sistema de jogo de Ravaged será um tanto ou quanto familiar e existem dois modos de jogo:

  • 1. Thurst

Cabe a cada equipa capturar vários pontos do mapa, à medida que vamos capturando novos locais isso vai permitir-nos nascer mais perto da ação quando morremos. Para vencer uma equipa precisa de capturar todas as áreas e segurar esse controle durante um minuto ou matar todos os inimigos.

  • 2. Resource Control

Semelhante ao modo de captura de bandeira, o objetivo é tentar roubar os recursos da equipa inimiga mais precisamente a gasolina. Capturar pontos que fiquem perto da gasolina vai melhorar substancialmente as hipóteses de chegarmos a ela.

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Dominar os veículos é importante para atingir um domínio efectivo do mapa…

Dois modos de jogo parecem pouco, mas a realidade é que cada partida está carregada de ação, existem muitos veículos para controlar, várias classes e no meio de uma partida vamos fazer um pouco de tudo. Por exemplo, uma equipa organizada pode subdividir-se em grupos e atribuir a cada um desses grupos uma tarefa, é uma das formas de controlar uma partida com facilidade.

O grafismo é bom, digamos que não se encontra à altura de um Battlefield ou de um Call Of Duty, mas mesmo assim possui alguns pormenores interessantes. Os modelos das personagens, das armas e os próprios cenários estão bem construídos, existem vários bugs gráficos característicos de um jogo online em constante evolução. Eu gostei do pormenor das armas gastas e cheias de personalidade bem como de todo o cenário pós-apocalíptico do jogo embora reconheça que se trata de uma ideia usada tantas vezes que começa a perder a sua força.

A jogabilidade é boa mas está longe de ser perfeita, é necessária alguma adaptação até que comecemos a eliminar jogadores com facilidade. Novamente existem pequenos bugs que muitas vezes nos vão custar a vida – pelo menos até nos habituarmos a eles – e ainda estou para perceber como é possível falhar tanto com um “rocket launcher” a curtas distâncias. Devido ao grande número de jogadores, ocasionalmente morremos sem fazermos ideia do que se passou, no início isso vai acontecer muitas vezes, mas quando começarem a dominar os mapas será mais fácil evitar posições delicadas que originam essas mortes.

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O “rocket launcher” é eficaz mas parece-me um pouco poderoso demais…

Em pouco tempo eu adaptei-me com facilidade à jogabilidade, talvez a tarefa mais difícil seja controlar o helicóptero, pelo menos durante os meus primeiros voos acabei inevitavelmente por me despenhar. Apesar disso os veículos tornam o jogo divertido, é possível transportarmos vários jogadores num carro e realizar investidas pelos diversos pontos de controle no mapa, sendo que basta um bom grupo de jogadores para fazerem muitos  estragos.

Ravaged é divertido, em certos momentos pode tornar-se caótico especialmente quando os jogadores decidem juntar-se numa só área e utilizar “rocket launchers” como se fossem “Uzis“. Apesar disso e se as equipas não desviarem as suas atenções do objetivo principal, Ravaged proporciona situações de batalhas intensas que muitas vezes são marcadas por ataques em massa violentos ou defesas ferozes e impenetráveis.

Eu gosto deste jogo, acho que ele tem muito potencial mas o seu arranque não tem sido famoso. Um dos grandes problemas é a população que é quase inexistente, senão vejamos até ao momento em que estou a redigir este artigo ainda não vi 100 jogadores online, aliás agora mesmo entrei para verificar e encontravam-se apenas 22, quase todos eles concentrados nos servidores de “demo” o que me leva a concluir que a maior parte nem sequer comprou o jogo.

Ravaged parece ter passado ao lado da maior parte dos gamers…

Ora bem, para um FPS de multijogador a quase inexistência de uma população online não é uma boa notícia, é que entrar num jogo e perceber que apenas um servidor possui o número de jogadores suficientes para jogarmos é desencorajador para qualquer um. Um pouco inexplicável se querem que vos diga, é verdade que existem títulos melhores e que Ravaged ainda precisa de algum trabalho, todavia a experiência de jogo já é polida o suficiente para garantir uma bela “jogatana“.

Antes do lançamento desde jogo julgava que vários gamers o iam comprar, pelos visto estava enganado. Talvez uma eventual baixa de preço resolva o problema ou então um update substancial misturado com técnicas promocionais agressivas sejam capazes de fazer o truque. Mas neste momento Ravaged é um jogo que passou completamente ao lado da maior parte dos gamers e temo que com lançamento do Black Ops 2 a comunidade tão cedo não repare que ele até pode ser uma boa alternativa.

O mundo pós-apocalíptico de Ravaged precisa urgentemente de mais habitantes, já dei por mim a pensar que talvez o “free-to-play” fosse um dos caminhos a seguir porque nesta altura os gamers não parecem dispostos a pagar os 19.99€ para o jogarem, o que é uma pena.

Marcio Olival
O Márcio é uma das forças editoriais da Gaming Portugal, ele também faz um pouco de tudo mas a sua preferência reside nos artigos de opinião. Regra geral ele não é comedido nas palavras, porém em vez de optar pela dureza extrema ele opta quase sempre pelo sentido de humor.

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  • Tikitiki

    Talvez estas recentes sales da Steam chamem mais jogadores. O grande problema do jogo é ter muito poucos jogadores online e concordo totalmente, ele nem é assim tão mau.

  • Warnok_PT

    Acho muito bom jogo, muito boa onda.

    Só por curiosidade, tanto que apoiei o projecto quando ele ainda estava na fase de alcançar a meta devida no kickstarter.

    Possivelmente faremos uma transmissão em directo na Gate 2 GamerZ com este jogo pois acho que merece o foco de atenção de todos os GamerZ.

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