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Ride 4: Simulação e potência em duas rodas! (preview)

A série “Ride” da Milestone já nos acompanha há 5 anos e o próximo jogo do “franchise”, o Rise 4, tem lançamento agendado para o próximo dia 08 de Outubro no PC e consolas desta geração e 21 de Janeiro de 2021 para a nova geração de consolas. Nós estivemos recentemente a jogá-lo.

A Milestone apostou forte no quarto título do “franchise” e Rise 4 foi criado de raiz com o objectivo de proporcionar um realismo sem precedentes. Os simuladores são um género muito especial no mundo dos videojogos e isso acontece porque se trata de um tipo de jogo que vive muito dos pequenos detalhes e são eles que no fundo separam os grandes simuladores daqueles que são experiências medianas.

Depois há o problema do balanceamento da simulação e do divertimento. Muito realismo e um jogo corre o risco de se tornar demasiado inacessível ou aborrecido, divertimento a mais e transforma-se num simulador que faz tudo menos simular.

Ride 4 pretende ser no entanto um simulador a sério, uma experiência vasta e complexa que visa traduzir para o mundo virtual toda a intensidade das corridas de duas rodas sem nunca descurar o factor divertimento.

Então e como foi a nossa experiência?

Foi impressionante! Se há jogo que se aproxima do espectáculo que é conduzir um “monstro” de duas rodas, então esse jogo é Ride 4. Há qualquer coisa especial neste jogo e na nossa opinião tudo se resume à qualidade da jogabilidade.

Enquanto jogadores nós queremos precisão; potência e uma possibilidade de controle mesmo quando corremos riscos porque é isso que torna a experiência divertida e desafiante. Pois bem, Ride 4 é tudo isso e muito mais.

Assim que levámos para a pista a nossa primeira mota e carregámos no acelerador, percebemos que não estamos perante apenas “mais um” simulador mas sim um caso sério de emulação do entusiasmo da vida real transportado para o mundo dos videojogos.

Mas vamos por partes.

A potência

A sensação de potência num jogo composto por motas muito poderosas é importantíssima e é precisamente esta sensação de potência que muitas vezes não é traduzida com sucesso para o mundo virtual. É preciso aceleração e “explosão”, é necessário que exista também algum controle sobre ela e claro o som deve ser um indicador claro destas qualidades.

Ride 4 “acerta na mosca” em todos estes aspectos e por exemplo acelerar pela primeira vez com uma Suzuki GSX-R 1000 é absolutamente fantástico. A palavra “poder” é a que melhor descreve a experiência de jogabilidade porque Ride 4 não se acanha, longe disso, até mesmo com as motas menos poderosas nós conseguimos sentir o poder de aceleração a cada movimento, a cada curva e a cada manobra mais perigosa que realizamos.

É um ritmo vertiginoso, uma jogabilidade que requer habituação para quem nunca jogou algo semelhante mas que rapidamente se torna viciante e recompensadora. Há um prazer enorme na obtenção das voltas quase  perfeitas e a velocidade intensa e capacidade de aceleração das duas rodas torna tudo ainda mais memorável.

Escusado será dizer que é fortemente recomendada a utilização de um comando no PC, pois só assim será possível ter um maior controle sobre a mota e levá-la ao limite sem comprometer os resultados finais.

O realismo

Ride 4 é um simulador e a Milestone apostou forte neste jogo e decidiu criar tudo de raiz, ou seja, não é simplesmente o jogo anterior com algumas melhorias. Nada disso, este é um novo jogo, uma experiência nova e como consequência um salto considerável no realismo visual.

As motas estão fantásticas; as pistas são impressionantes; os efeitos de luz muito bons e de facto toda esta qualidade visual ajuda a envolver os jogadores no mundo fantástico da alta velocidade em duas rodas.

Graficamente é um trabalho notável em Unreal Engine, detalhes como a mudança do clima estão muito bem conseguidos e no geral nós acreditamos que Ride 4 é dos simuladores mais impressionantes que nós tivemos a oportunidade de jogar.

O jogo conta também com um grande número de motociclos e todos eles são o espelho da sua versão real e sim, há muita costumização. Desde alterações de motor; tubo de escape; suspensão; travões; pneus; espelho e por aí fora, é possível afinar a performance de um motociclo para melhor servir as nossas necessidades.

Para além das modificações nos motociclos também podemos personalizar o nosso piloto através da compra de novos fatos; capacetes; luvas e mais e tudo é composto por material das marcas mais populares do planeta.

Por falar em realismo, uma das componentes que traz ainda mais realismo para à experiência é a inteligência artificial dos pilotos controlados por computador. Chama-se ANNA (Artificial Neuro Network Agent) e uma das suas características mais impressionantes é o facto de se lembrar de corridas, ou seja, um adversário controlado pelo computador recorda-se de como perdeu uma fase da corrida e adopta uma nova estratégia para tentar dar a volta.

Rivais à altura é definitivamente algo que melhora muito a experiência de simulação.

A acessibilidade

Quando é que um simulador….digamos, simula demasiado?

Parece uma questão absurda mas faz sentido porque na procura da experiência por excelência no departamento da simulação, um estúdio pode tornar o seu jogo inacessível e quando isso acontece significa que um grande número de jogadores simplesmente não o vai jogar.

Ride 4 é de facto um simulador mas não é a derradeira experiência inacessível e apenas indicada para os grandes fãs do género. Pelo contrário, estamos aqui perante um jogo bastante acessível e que, sempre que pode, privilegia a simplicidade. Não é uma tarefa fácil quando o assunto são jogos de simulação, mas apesar disso a Milestone conseguiu fazê-lo neste quarto título do “franchise”.

Aliás nós diríamos que este é mesmo o jogo indicado para quem pretende aventurar-se pela primeira vez no género de simulação por várias razões. Primeiro porque a jogabilidade é do melhor que vimos dentro do género, segundo devido ao grande número de motas que possui e todas elas com comportamentos diferentes em pista e capazes de proporcionar experiências de jogabilidade distintas e finalmente porque o “modo carreira” (que não está disponível nesta versão de “preview” a que tivemos acesso) promete ser gigantesco, variado e muito divertido.

Ride 4 revela potencial!

Ride 4 tem tudo para ser bem sucedido dentro do género e é talvez o jogo de corridas de motociclos mais completo que nós tivemos a oportunidade de jogar. Nesta versão de “preview” foi agradável constatar que toda a “hype” criada pela Milestone é verdadeira e que realmente o esforço e trabalho colocado neste quarto título resulta numa experiência de grande qualidade.

Por agora é tudo o que podemos escrever sobre o Ride 4, se quiseres ler a opinião sobre o jogo completo terás de esperar até o próximo dia 08 de outubro, data em que o jogo será lançado no PC, PS4 e Xbox One. Já na PS5 e Xbox Series X vai ser necessário esperar até 21 de janeiro de 2021.


Deixou boa impressão!
Ride 4 foi uma surpresa agradável e que surpreendeu pela capacidade que tem de envolver o jogador por completo na experiência de jogo. É intenso, exige treino e “skills”, é muito divertido e altamente recompensador. Qualidades que chegam e sobram para nos deixarem bastante entusiasmados com o que vem por aí.

Adepto do ar livre e dos desportos radicais, nós nunca sabemos se no próximo fim-de-semana ele não irá longe demais, levando a equipa a ficar com um elemento a menos. Quer dizer, o exercício é uma coisa boa, mas quando isso envolve quedas de grandes alturas ou escaladas perigosas, talvez seja melhor ficar em casa a jogar videojogos.

Ele foi a força fundadora por detrás da Gaming Portugal e conseguiu reunir uma equipa competente e muito unida. É principalmente um elemento que trabalha nos bastidores, embora ultimamente vocês o conheçam pelo seu trabalho no podcast juntamente com a NOX e nas transmissões ao vivo.

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