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Soulmask – Análise (acesso antecipado)

Soulmask

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Soulmask é um novo jogo de sobrevivência que não demorou muito a chegar ao top de jogos mais vendidos do momento. Mas será que ele tem assim tanto potencial?

O jogo descreve-se como um sandbox de sobrevivência autêntica e traz consigo um mundo aberto de larga escala que convida a um pouco de tudo: exploração; combate; construção; crafting; criação de tribos e a lista é bastante extensa.

Apesar de se encontrar em “acesso antecipado” Soulmask tem sido um dos casos mais recentes de sucesso na indústria dos videojogos.

Um feito assinalável atendendo ao facto de se tratar de um género saturado e onde existe cada vez menos espaço.

Soulmask no entanto foi capaz de surpreender e embora ainda esteja longe da sua versão final, o que é certo é que cada vez mais jogadores o estão a jogá-lo e a elogiar a experiência.


Informação
Este jogo encontra-se em “acesso antecipado”, o que significa que não é um produto acabado e que ainda se encontra em desenvolvimento. Esta análise será revista e atualizada quando for lançada a versão final do jogo.


E cá vamos nós sobreviver

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Soulmask coloca-nos na pele de um nativo que consegue escapar de um bizarro ritual de sacrifício e durante o processo depara-se com uma máscara misteriosa.

Depois de sobreviver de morte quase certa, talvez a nossa personagem fosse mais cautelosa perante uma máscara desconhecida. Mas não é isso que acontece e ela coloca-a na cara.

Por sorte do destino a máscara é poderosa e a nossa personagem acaba por adquirir poderes que a vão auxiliar a sobreviver neste mundo perigoso.

Para já podemos criar uma personagem do sexo feminino ou masculino, bem como fazer alguma costumização. As opções são poucas, mas é compreensível porque estamos a falar de uma experiência na qual podemos trocar livremente de personagem a partir de um determinado ponto do jogo.

Num primeiro contacto o destaque vai para o grafismo. Soulmask é visualmente muito bom, especialmente se considerarmos que é um jogo de mundo aberto.

Não podemos dizer que ficámos surpreendidos, até porque bastou olharmos para os requisitos mínimos para percebermos que ele era exigente neste departamento.

A questão é:

Será que tanta potencia gráfica é necessária?

Considerando o sucesso recente do jogo e o facto de ele fazer parte de um género que já começa a ficar saturado, talvez a potência gráfica funcione bem como elemento distintivo.

No entanto e como todos sabemos, tudo o que envolve jogos de sobrevivência é geralmente “uma maratona” e não um “sprint de 100 metros”. Que é como quem diz, impressionar visualmente chama à atenção mas é preciso mais.

Mesmo assim é importante saberes que, antes de pensares em jogar Soulmask, deves verificar com atenção os seus requisitos. Isto não é um jogo que vai correr em computadores de gaming de gamas mais baixas.

Mas voltemos à experiência de jogo

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Depois de criarmos a nossa personagem, somos “atirados” para o mundo com muito pouco à disposição. É nesta altura que o jogo se apressa a ensinar-nos muitas das suas mecânicas.

Reunir materiais; construir equipamentos e armas; caçar; retirar a carne do animal que acabámos de caçar; cozinhar; construir um abrigo e a lista continua.

O início de Soulmask é a típica experiência de sobrevivência com os tutoriais constantes que nos explicam tudo e mais qualquer coisa.

Não podemos mentir, foi um começo bastante tedioso, especialmente para quem, como nós, já jogou um sem número de títulos do género.

Por outro lado o tutorial é extenso e detalhado, o que é excelente para aqueles jogadores que são novos e começam agora a explorar este tipo de jogo de sobrevivência.

O que fica claro logo desde o início é que Soulmask é sem dúvida alguma uma experiência massiva e que mesmo em “acesso antecipado” há muito para explorar, descobrir e aprender.

É claro que o mesmo pode ser dito sobre qualquer outro grande jogo de sobrevivência atualmente disponível no mercado.

Continuando…

Se, como nós, também já jogaste outros jogos de sobrevivência, então não terás dificuldades para perceberes Soulmask.

Ele é de certa maneira, o replicar da mesma “fórmula” que tem sido utilizada ao longo dos últimos anos em jogos de sobrevivência.

Isso por um lado é bom porque nos facilita a vida, pelo outro é mau porque honestamente, também já começamos a acusar alguma saturação deste tipo de experiência.

Mesmo perante alguma saturação continuámos…

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Como qualquer outro jogo de sobrevivência, durante as primeiras horas a nossa tarefa resumiu-se muito a reunir recursos e materiais para podermos construir um abrigo; armas; equipamentos e por aí fora.

A gestão de inventário, o “crafting” e a construção até são relativamente simples e fáceis de perceber, no entanto o “interface” é claramente um dos pontos mais fracos de toda a experiência.

Lá está, não é nada de novo neste tipo de títulos massivos. Jogos de sobrevivência de mundo aberto por vezes incluem tantos elementos que criar um “interface” capaz de albergar tudo é sempre um desafio.

De qualquer maneira não se trata de um problema grave e é algo que vai com toda a certeza melhorar com o tempo.

A jogabilidade

Soulmask joga-se na perspectiva da terceira pessoa e embora o seu grafismo seja impressionante, o mesmo não se pode dizer da jogabilidade.

Por um lado a progressão com as máscaras abre caminho para a utilização de habilidades que tornam a jogabilidade menos aborrecida do que é normal para estes jogos.

Pelo outro nós não conseguimos perceber muito bem os rasgados elogios que têm sido feitos à jogabilidade. Na nossa opinião ela pode ser bastante atabalhoada, especialmente no combate.

Não é, do nosso ponto de vista, uma jogabilidade que só por si seja recompensadora. Tem momentos em que chega a ser frustrante, que no entanto são mitigados quando atingimos objetivos importantes.

A realidade é que há tanto para fazer neste jogo, que nem mesmo a frustração ocasional com a jogabilidade retira o prazer da construção; “crafting”; exploração; gestão da tribo e da progressão natural.

Já agora, nós recomendamos que joguem Soulmask com amigos, pois isso permite distribuir o trabalho entre vários elementos e ajuda a tornar a experiência um pouco mais leve.

Mesmo com ajuda é importante que tenhas consciência de que este é um jogo que exige que lhe dediques muitas horas da tua vida.

Nada de novo para o género é verdade, mas para quem, como nós, já se encontra muito familiarizado com este estilo de jogo, pode tornar-se incrivelmente maçador.

O “acesso antecipado” é sólido

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É inegável que Soulmask é uma experiência sólida, que tem conteúdo “para dar e vender” e que embora ainda esteja em “acesso antecipado” já revela potencial.

O seu sucesso estrondoso foi no entanto uma surpresa para nós. Depois de lhe dedicarmos várias horas, conseguimos perceber que a ideia das tribos ou a possibilidade de podermos mudar de personagem são muito boas.

Mas na sua essência Soulmask é muito “mais do mesmo”. Sim, é imponente no departamento visual e isso impressiona, mas está longe de ser aquela experiência brilhante e absolutamente recomendada.

Talvez para os grandes fãs do género que procuram ativamente pela próxima grande aventura de sobrevivência ele seja uma boa escolha.

No nosso caso pessoal, até conseguimos encontrar divertimento nesta experiência, mas foi necessário atravessarmos um “deserto de tédio” para chegarmos lá.


Informação sobre a nota
Esta nota final é provisória e a análise será revista quando o jogo sair do “acesso antecipado” e for lançado oficialmente. Esta não é a nota final definitiva.

Última atualização: Junho 11, 2024 às 16:07

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Helder Sousa

Adepto do ar livre e dos desportos radicais, nós nunca sabemos se no próximo fim-de-semana ele não irá longe demais, levando a equipa a ficar com um elemento a menos. Quer dizer, o exercício é uma coisa boa, mas quando isso envolve quedas de grandes alturas ou escaladas perigosas, talvez seja melhor ficar em casa a jogar videojogos.

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Marcio Olival

O Márcio é uma das forças editoriais da Gaming Portugal, ele também faz um pouco de tudo mas a sua preferência reside nos artigos de opinião. Regra geral ele não é comedido nas palavras, porém em vez de optar pela dureza extrema ele prefere quase sempre pelo sentido de humor.

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