Outras fontes para o vídeo: Odysee | Dailymotion | Twitch | Rumble
Primeiras Impressões

The Rogue Prince of Persia: Primeiras Impressões

The Rogue Prince of Persia é um roguelite e plataformas 2D que está a ser desenvolvido pela Evil Empire (Dead Cells) e chegou recentemente ao acesso antecipado.

Quando ouvimos falar de um “Prince Of Persia” que seria um “roguelite”, os nossos “radares” foram ativados. Quando ficámos a saber que a Evil Empire (que trabalhou durante anos no Dead Cells) estava a desenvolvê-lo, ficámos ainda mais entusiasmados.

Pois bem, The Rogue Prince of Persia chegou recentemente numa versão de “acesso antecipado” e, como não poderia deixar de ser, nós estivemos a jogá-lo durante os últimos dias.

Será que este novo e surpreendente título do “franchise” tem potencial para ser uma das aventuras de referência do mesmo?


Informação
Este jogo encontra-se em “acesso antecipado”, o que significa que não é um produto acabado e que ainda se encontra em desenvolvimento.

A história e a apresentação

The Rogue Prince of Persia-screen-1

A Pérsia está em perigo e só um príncipe a pode salvar da invasão dos Hunos. E ainda bem que ele a tenta salvar, afinal de contas isto é tudo resultado das suas próprias ações.

Agora cabe-nos a nós vestirmos a pele do príncipe e encontrarmos o nosso lugar na família real. Enquanto lutamos contra os Hunos vamos desbloqueando novas áreas e conhecendo personagens interessantes.

Para o auxiliar na sua missão o príncipe tem ao seu dispor uma “bola” (não é uma bola de futebol mas um objeto que se chama bola) mágica que, no momento da sua morte, pode voltar atrás o tempo e salvá-lo do destino fatídico.

É claro que a salvação dá jeito, mas isso também significa que o príncipe tem de começar novamente a sua jornada e esperar que a próxima vez, seja aquela em que ele finalmente derrota os Hunos.

Apesar de ainda se encontrar em “acesso antecipado” The Rogue Prince of Persia já tem uma história e um mundo devidamente estabelecido com algumas personagens e bastante diálogo.

Não há contudo “voice acting” e, na Gaming Portugal pelo menos, não temos informação se será ou não adicionado no futuro. Não é que o jogo precise disso, porque mesmo nesta fase de desenvolvimento os diálogos em texto são mais do que suficiente.

A jogabilidade

blank

Com o selo de qualidade do trabalho da “Evil Empire”, nós esperávamos que a jogabilidade fosse um dos aspetos mais fortes de toda a experiência, mesmo ela encontrando-se em “acesso antecipado”.

E não nos enganámos! Assim que começámos a jogar identificámos o “dedo” da “Evil Empire” e encontrámos semelhanças com o jogo no qual eles trabalharam durante os últimos anos, o “Dead Cells”.

De facto, se tu és fã de “Dead Cells” então muito provavelmente vais gostar deste The Rogue Prince of Persia que se baseia em muitos dos mesmos princípios de jogabilidade.

Movimentação rápida; saltos; esquivas na altura certa; ataques de precisão letal no ar e no chão. E para combinar todos estes elementos, quem joga precisa de habilidade, muita habilidade.

The Rogue Prince of Persia é daqueles jogos que é fácil começar a jogar, mas muito mais difícil de se dominar na perfeição. E apesar de partilhar semelhanças com “Dead Cells”, ele introduz uma nova mecânica de jogabilidade: “trepar paredes”.

O príncipe que controlamos é exímio no “parkour” e graças a isso ele pode trepar qualquer parece nas imediações, incluindo aquelas que estão atrás de si.

blank

É uma nova mecânica de jogabilidade que altera por completo a experiência base de um jogo de plataformas 2D.

Nunca existe uma rota ideal, nunca existe uma abordagem “certa” a um grupo de inimigos. Pelo contrário há múltiplas formas de encararmos os obstáculos neste jogo e algumas delas até podem consistir em evitar lutar contra todos os inimigos que nos aparecem à frente.

Os controles são precisos, este jogo não possui aquela movimentação “deslizante” que vimos em “Dead Cells”. Nada disso, em The Rogue Prince of Persia tudo está mais “apertado” e temos o controle total da nossa personagem.

Na realidade não poderia ser diferente, porque os elementos de “parkour” neste jogo podem ser muito exigentes e sem uma boa precisão quem perdesse iria inevitavelmente culpar o jogo.

É claro que fiel ao género, The Rogue Prince of Persia é mais uma daquelas experiências em a derrota está sempre à espreita. Um salto mal calculado, uma esquiva no “timing” errado e lá se vai grande parte da nossa vida.

No entanto só quando colocámos algumas horas neste jogo é que percebemos que ele consegue ser mais exigente do que o “Dead Cells” do ponto de vista da jogabilidade.

blank

The Rogue Prince of Persia exige que o jogador tenha habilidade para ser bem sucedido. E ter habilidade não é só conseguir atacar inimigos ou realizar esquivas, é também garantir que o “timing” e sobretudo o posicionamento se adaptam a cada momento de adversidade.

Por outras palavras, o jogo não tem um nível de dificuldade extrema, mas com toda a certeza não é “pera doce” e vai testar a paciência dos menos resilientes.

O jogo dá-nos muito pouco a mão e embora existam armas e amuletos para desbloquear permanentemente, o seu impacto na jogabilidade a nosso favor não é tão significativo como em outros jogos do género.

Não fazemos ideia se a Evil Empire tem planos para oferecer progressão permanente que seja mais vantajosa para os jogadores e torne a experiência um pouco mais fácil. Mas talvez não fosse má ideia pensar nisso.

Neste momento nós diríamos que é um nível de dificuldade aceitável para o género. As mortes sucessivas iniciais não retiram nada à experiência de jogo, porque a jogabilidade é tão boa e é tão divertido atravessar os níveis que, no nosso caso, é difícil ficarmos verdadeiramente frustrados quando perdemos.

A cada derrota há uma aprendizagem real porque, ou calculámos mal um movimento, ou atacámos o inimigo errado primeiro e por aí fora. A lista de derrotas é extensa mas todas elas têm uma coisa em comum: a nossa culpa.

Isso é motivação mais do que suficiente para voltar a tentar e não é uma qualidade que se vê em muitos videojogos.

Um belíssimo jogo no departamento visual

blank

Artisticamente talvez este jogo tenha sido um risco porque não é nada que se tenha visto no “franchise” até agora.

Bem sabemos que o “Prince of Persia: The Lost Crown” já foi uma surpresa, mas The Rogue Prince of Persia vai um pouco mais longe porque não só é completamente 2D como existem alguns traços de “cartoon” nas personagens.

Foi no entanto uma excelente aposta porque o jogo deve ter artistas muitos talentosos a trabalhar nele. Os cenários e as personagens estão bem conseguidos, o trabalho na iluminação é francamente bom e as animações também têm uma grande qualidade.

A estética do jogo não é só bonita de se ver como também se encaixa como uma luva com a sua jogabilidade de alta rotação. Foi uma agradável surpresa assistir a um “franchise” que começou em 2D, regressar a este visual após tantos anos e a fazê-lo tão bem.

A banda sonora é excelente

blank

Outra das surpresas que tivemos a jogar o The Rogue Prince of Persia foi a tremenda qualidade da banda sonora. Não estávamos nada à espera que ela fosse tão boa.

As músicas misturam harmonias tradicionais que refletem a época com harmonias modernas e intensas. E isso não só é uma combinação que soa bem ao ouvido, como também acrescente mais qualidade à experiência de jogo.

Não acreditam em nós? Dêem uma vista de olhos, ou melhor oiçam, a banda sonora no Youtube e depois venham-nos dizer que não são músicas espetaculares.

Bom, mas curto em conteúdo

blank

The Rogue Prince of Persia é uma experiência muito divertida, a jogabilidade é viciante e quando finalmente a começamos a dominá-lo dá um gosto especial acelerar pelos níveis enquanto vamos aniquilando inimigos com mestria.

É também um jogo que acerta em cheio no seu visual, que apesar de não ter a exuberância de um daqueles grandes jogos 3D do “franchise”, é um trabalho de qualidade. E tudo isto é ajudado por uma banda sonora excelente.

O jogo tem seguramente “pernas para andar” e nós vamos fazer questão de seguir o seu progresso. No entanto ele está em “acesso antecipado” e a longevidade ainda é curta.

Há conteúdo para a dezena de horas, talvez mais para aqueles que realmente gostam do género. Mas ainda lhe falta mais variedade de armas, potencialmente novos elementos de jogabilidade e, quer dizer, ainda nem sequer há o efeito sonoro para quando andamos de elevador.

Ainda parece existir um longo caminho pela frente na jornada de desenvolvimento mas que o trabalho está nas mãos certas, disso nós não temos dúvidas.

Outras fontes para o vídeo: Odysee | Dailymotion | Twitch | Rumble

Última atualização: Maio 31, 2024 às 19:51

blank
Helder Sousa

Adepto do ar livre e dos desportos radicais, nós nunca sabemos se no próximo fim-de-semana ele não irá longe demais, levando a equipa a ficar com um elemento a menos. Quer dizer, o exercício é uma coisa boa, mas quando isso envolve quedas de grandes alturas ou escaladas perigosas, talvez seja melhor ficar em casa a jogar videojogos.

blank
Marcio Olival

O Márcio é uma das forças editoriais da Gaming Portugal, ele também faz um pouco de tudo mas a sua preferência reside nos artigos de opinião. Regra geral ele não é comedido nas palavras, porém em vez de optar pela dureza extrema ele prefere quase sempre pelo sentido de humor.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *