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Agent Klutz: Opinião

Agent Klutz é um interessante e divertido jogo no qual nós vestimos a pele do “Agente K” que está longe de ser o melhor agente secreto. Com uma mecânica intrigante baseada em ritmo e coordenação este pequeno jogo independente foi também desenvolvido por portugueses e nós decidimos dar-lhe uma vista de olhos mais atenta.

Sincroniza os teus passos de acordo com a música, sê discreto e realiza alguns roubos pelo meio. O Agent Klutz é uma mistura entre um jogo de ação baseado em ritmo e no qual a progressão só acontece quando nós somos “UM” com a banda sonora.

Digamos que não é uma mecânica de jogabilidade utilizada com muita frequência mas é sem dúvida uma forma de oferecer aos jogadores uma experiência original e com potencial para ser divertida.

Mas vamos ao que interessa porque independentemente da nacionalidade deste jogo, o mais importante é descobrir se ele tem o que é preciso para ser uma experiência recomendada.

Tem o seu estilo

Desenhado à mão e com um estilo artístico simples, Agent Klutz é um trabalho em arte pixel que sem grandes exuberâncias, se adapta à temática de infiltração e espionagem da história do jogo para além de reflectir o seu sentido de humor.

Não estamos perante o trabalho em arte pixel mais detalhado que já vimos no mercado independente de videojogos, muito embora dentro do segmento de jogos disponíveis a um preço muito reduzido, não era nada que já não estivéssemos à espera. Digamos que é sólido o suficiente para não comprometer a experiência o que já não é nada mau.

Quanto mais não seja – e na nossa opinião – para a Not A Game Studio parece ser um passo na direcção certa. É preciso dar tempo aos estúdios para que desenvolvam o seu trabalho, continuem a evoluir e encontrem o seu registo, aliás o mercado está cheio de histórias de sucesso que começam assim mesmo.

Seria mais dramático se tivéssemos encontrado problemas que saltassem à vista ou um descuido muito grande no departamento gráfico mas pelo contrário. Dentro das suas limitações encontrámos um jogo sólido neste departamento que até consegue ter o seu estilo próprio quer seja pelo trabalho artístico ou pela qualidade das animações e até dos efeitos de luz.

A jogabilidade

A jogabilidade resume-se a carregar num botão em sincronia com a música. É uma mecânica muito simples mas também limitada e que não demora muito tempo a tornar-se repetitiva.

Talvez seja demasiada simplicidade para o nosso gosto. Não que estivéssemos à espera de grandes revoluções neste departamento, mas ficou claro a partir do primeiro momento que começámos a jogar que este não é o jogo ideal para quem procura por experiências mais robustas.

Um ponto negativo é o facto de não podermos desfrutar da experiência com um comando. Não haver suporte para comando numa experiência desta natureza é de facto uma pena e embora não fosse uma opção que adicionasse muito ao jogo, era sem dúvida bem vinda.

Avançar ao ritmo da música é no entanto divertido, tal como é ir roubando tudo o que conseguimos ao longo do caminho. Digamos que para quem gosta de experiências “light” e anda à procura de um jogo pouco exigente, talvez o Agent Klutz até faça sentido.

No nosso caso pessoal, temos de ser honestos, não há “muito sumo” nesta experiência do ponto de vista da jogabilidade e também não há muito para analisar neste departamento. Por outro lado uma grande simplicidade garante também que não existam problemas significativos nesta área e isso é positivo.

A banda sonora

A banda sonora sofre de um problema de falta da variedade. A música é divertida mas torna-se repetitiva também com muita rapidez e embora se adapte à temática em questão e acentue o sentido de humor da experiência, nós gostaríamos de ter visto mais.

Obviamente e tendo em conta a natureza modesta do jogo percebe-se a razão pela qual ele é tão comedido no fundo em todas as áreas. Verdade seja dita, nesta fase é importante que a Not A Game Studio vá progredindo nos seus próximos trabalhos e estamos certos que o processo de aprendizagem com este jogo terá sido valioso.

Sim ele está cheio de limitações e sim ele poderia ser mais e melhor, mas mais importante do que isso, ele podia ser muito pior e felizmente está longe de ser um desastre. Pelo contrário, o pouco que este jogo faz, ele consegue fazê-lo relativamente bem e sem grandes problemas.

É claro que nós gostaríamos de ouvir uma banda sonora extensa e quem sabe até músicas portuguesas, mas tudo indica que o estúdio vai continuar a trabalhar afincadamente e o futuro advinha-se promissor para os novos projectos.

A justiça e a injustiça

Um grande nível de exigência seria injusto para um jogo tão modesto e de preço reduzido, no entanto seria também injusto se não fôssemos honestos na nossa análise. Agent Klutz é uma experiência divertida mas que se torna repetitiva e pouco memorável demasiado rápido.

Ele é sólido na medida em que a Not A Game Studio conseguiu não cometer erros graves capazes de arruinar por completo a experiência, mas sobretudo ficamos com a sensação que poderia ter sido um pouco mais robusto.

Gostámos do sentido de humor da história e a ideia estapafúrdia de um agente secreto que é simultaneamente um ladrão da pior espécie é hilariante. Aliás essa história tem tanto potencial que poderia ser expandida no futuro com talvez uma sequela mais robusta?

O jogo também é muito curto mas lá está, não surpreende dada a simplicidade e o preço baixo. No entanto ao longo da experiência soltámos algumas gargalhadas sobretudo nas alturas em que nos faltou coordenação com a música.

No geral Agent Klutz é uma experiência curta, limitada e simples mas que mesmo assim consegue ter alguns momentos de diversão e acima de tudo consegue ser sólida o suficiente para não desiludir.

Última atualização: Janeiro 22, 2021 às 10:45

Simples, limitado mas com os seus momentos de diversão

Agent Klutz é demasiado simples e limitado para quem procura por experiências mais robustas mas tendo em conta o seu preço reduzido consegue ser sólido o suficiente para arrancar uma avaliação marginalmente positiva da nossa parte.

5.2
Recomendado (por pouco):
5.2

Apesar de ser editor, juntamente com o Diogo encarrega-se de gerir toda a equipa, é uma espécie de terceiro “boss” que muitas vezes acaba por ser o primeiro. Para além de escrever para o website ele é responsável pela verificação de conteúdo e por corrigir muitas das falhas que nós cometemos quando queremos trabalhar rápido demais.

O Gualter é uma daquelas pessoas que deve ser hiperativa e nunca chegou a ser diagnosticada. O homem trabalha rápido e move-se nos “meandros” do mundo do gaming com uma agilidade tal que é uma espécie de “sniper” cá da casa. Ele dedica-se a um pouco de tudo, notícias; grandes jogos; jogos independentes; previews e ainda arranja tempo para jogar. O seu jogo preferido é o Portal.

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