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mGalaxy: Simplicidade e organização na tua colecção de videojogos

Estamos de volta ao fantástico mundo da emulação desta vez para te dar a conhecer o mGalaxy, um “frontend” que faz da simplicidade o seu forte e que já consegue ser um pedaço de software sólido e cheio de potencial.

Os fãs de retrogaming multiplicam-se a cada dia que passa e chega sempre uma altura em que gerir uma biblioteca em constante crescimento se torna num desafio. Para além disso jogar constantemente títulos nas suas plataformas de origem pode significar um desgaste acrescido não só para o jogo como para a própria plataforma.

Para muitos retrogamers a preservação através da emulação é o método ideal para gerirem e poderem desfrutar de colecções com centenas ou até milhares de jogos e os frontends são uma ajuda preciosa nesse sentido.

Em adição os frontends modernos permitem a criação de verdadeiras máquinas de emulação com a integração de emuladores e jogos de todas as grandes consolas da história. Desfrutar dos clássicos já não precisa de ser sinónimo de desgaste adicional aos cada vez mais valiosos cartuchos, CD’s ou consolas e para além disso as roms garantem que daqui a 20 ou 30 anos nós vamos poder continuar a desfrutar da mesma experiência independentemente da geração a que pertencemos.

O mGalaxy é mais um frontend que vem facilitar muito a vida do adepto da emulação que pode reunir todos os seus recursos em torno de uma só aplicação.

Compatível com um grande número de emuladores

A compatibilidade com emuladores é sempre um aspecto muito importante e felizmente o mGalaxy não desilude neste departamento. Ele é compatível com os emuladores mais populares do planeta e a sua integração é relativamente simples.

No nosso caso pessoal e já com alguma experiência na utilização de frontends e em emulação, não encontrámos problemas na adição de jogos, emulação ou gestão dos mesmos. A integração é relativamente simples e indolor para utilizadores avançados e um pouco mais difícil para quem está a dar os seus primeiros passos na emulação.

No entanto existem muitos tutoriais disponíveis quer seja no website oficial do mGalaxy ou no seu canal oficial no Youtube que explicam de forma detalhada todos os procedimentos necessários para correr jogos através deste software.

Relembramos no entanto que o mGalaxy é apenas um frontend e para conseguires jogar videojogos através dele são necessários os emuladores, as “roms” (jogos em formato digital) e, em muitos casos, as inevitáveis “bios” das consolas originais. Isto implica obviamente que tenhas a consola e os jogos originais de forma a que possas “fazer dump” (passá-los para o formato digital) dos mesmos para o teu computador.

Recordamos também que o descarregamento de “roms” é – muito à semelhança do que acontece com os videojogos – ilegal, mas acreditamos que tu provavelmente sabes isso melhor do que ninguém.

A importância da portabilidade

O mGalaxy também é completamente portátil, o que significa que ele pode ser colocado num disco externo ou até numa pen facilitando muito o seu transporte.

A portabilidade é uma das características mais importantes de um frontend porque permite essencialmente que os seus utilizadores criem dispositivos de gaming de transporte fácil e que podem ser utilizados em qualquer computador com um sistema operativo que suporte o frontend em questão.

No caso do mGalaxy o sistema operativo é o Windows 7 (x64) / 8 / 10. Ou seja, qualquer computador com estes sistemas operativos será capaz de correr o mGalaxy sem problemas. Porém no que diz respeito aos emuladores é importante esclarecer que emulação mais avançada de consolas como a Playstation 2; PSP; Wii U entre outras, podem exigir o cumprimento de requisitos – placa gráfica, memória ou CPU etc… – para obterem uma performance adequada.

Naturalmente quanto mais recente for a consola emulada mais exigente será a emulação. No entanto qualquer computador de gaming moderno que seja capaz de correr os jogos da atualidade será mais do que suficiente para emular qualquer consola. E com a ajuda de um frontend como o mGalaxy – após a configuração do mesmo – começar a jogar é tão simples como iniciar o programa e escolher o jogo.

A simplicidade da configuração

Instalar um frontend é fácil mas proceder à sua correcta configuração já é outra conversa completamente diferente. Como referimos em cima o website oficial possui guias que explicam quais os procedimentos para instalar emuladores e correr os jogos.

Ao final do dia tudo depende do tipo de utilizador que és. Se porventura conheces bem o mundo dos frontends de emulação e tens experiência a lidar com o softwares como o Retroarch ou o Launchbox então compreender o mGalaxy será uma tarefa muito simples.

No nosso caso pessoal não encontrámos problemas. O mGalaxy possui um software de setup do frontend através do qual fazemos toda a configuração do programa como a adição de plataformas, emuladores, jogos e configuração dos mesmos.

Nós diríamos que no geral é uma configuração um pouco mais simples do que o Launchbox, no entanto não é tão automatizada ou robusta. Como já referimos o mGalaxy é compatível com inúmeros emuladores, mas foi na sua integração com outro frontend, o Retroarch, que encontrámos o método mais rápido e de fácil configuração. Aliás para quem está a dar os seus primeiros passos “nestas andanças” recomendamos que recorram a esta integração numa fase inicial e só após alguma experiência procedam à integração individual de emuladores.

Para adicionar plataformas basta seleccioná-las de uma lista, no entanto é necessário criar pastas individuais para recursos como: screenshots; vídeos; capas; logos; media ou artes. É um pouco mais trabalhoso do que o Launchbox que faz isto automaticamente, mas por outro lado dá mais controle ao utilizador que fica a saber exactamente onde se encontra todo o conteúdo.

Por questões de portabilidade é recomendado que tudo seja colocado no interior da pasta de instalção do mGalaxy.

Download automático de metadados, imagens e vídeos e possibilidade de edição manual

O download automático de metadados é outra das características muito importantes de um frontend. O mGalaxy faz tudo automaticamente através de dois serviços, o Screenscaper ou o EmuMovies. Os dois possuem informações de milhares de jogos e permitem o seu descarregamento com facilidade.

Ambos os serviços são francamente bons, o Screenscaper é aquele que oferece mais opções na utilização de uma conta standard (gratuita) enquanto o EmuMovies é mais dispendioso na versão premium mas em contrapartida é mais estável e regista poucas falhas no acesso.

É claro que para além do descarregamento automático de metadados, imagens e vídeos, também existe a possibilidade de editar individualmente cada jogo. É perfeitamente possível fazê-lo e é surpreendentemente simples, mas é também um trabalho moroso especialmente quando estamos a falar de jogadores com colecções compostas por centenas ou milhares de jogos.

A compatibilidade com comandos

Como qualquer outro bom frontend, também o mGalaxy é compatível com a utilização de comandos. Aliás é mais uma característica fundamental e muito importante sobretudo para quem pretende criar máquinas completamente dedicadas à emulação.

A configuração do comando é simples, rápida e podemos configurá-lo à nossa medida sem restrições.

Que fique claro no entanto que uma coisa é o comando ser compatível e possível de configurar para o mGalaxy e outra é a emulação propriamente dita na qual o emulador deve ter suporte para o comando em questão e onde esse mesmo comando pode (e algumas vezes tem de ser) também configurado pelo utilizador.

Felizmente a grande maioria dos emuladores no mercado suportam comandos e permitem a sua configuração automática. Por exemplo o Retroarch suporta automaticamente comandos e dependendo da consola que estiveres a emular, o comando até poderá funcionar às mil maravilhas sem necessidade de configuração adicional.

A versão premium é mais robusta e dá acesso a temas fantásticos

À semelhança do que aconteceu com o Launchbox, foi também na versão premium do mGalaxy que encontrámos a melhor experiência.

Se o teu objectivo for a criação de uma “caixa de emulação” então o acesso aos designs premium é absolutamente obrigatório porque confere a toda a experiência aquele visual de consola que encaixa na perfeição com ligação tradicional a uma TV.

Embora o mGalaxy ainda não tenha muitos designs à disposição, os poucos que tem são do melhor que nós já vimos em frontends, aliás basta dares uma vista de olhos por este vídeo de exemplo onde podes ver duas consolas adicionadas, uma é a óbvia Super Nintendo e a outra a Mega Drive da SEGA:

Mais designs premium podem ser visualizados no website oficial.

Para além do acesso a todos os designs, a versão premium permite ainda a tal edição manual da base de dados que referimos anteriormente. E se por um lado é uma tarefa mais morosa do que o método automático, pelo outro permite adicionar informação a títulos mais obscuros que os serviços de atualização automática não possuem nos seus registos (não são muitos mas por vezes acontece).

No que diz respeito a preços o mGalaxy é um pouco mais acessível do que o Launchbox e oferece 2 modelos:

  1. Licença anual – após conversões feitas são cerca de 21€ por ano para teres acesso à versão premium com todos os updates;
  2. Licença sem expiração – após as conversões feitas são cerca de 38€ por um pagamento único para teres acesso à versão premium com todos os updates para sempre.

Analisando os preços é fácil perceber que adquirir uma licença sem expiração é o melhor negócio porque implica apenas um pagamento único. No entanto se tiveres dúvidas e optares por uma licença anual, mais tarde poderás fazer o upgrade para uma licença sem expiração por cerca de 25€.

Algumas pequenas e interessantes funcionalidades

O mGalaxy pode ser menos robusto do que um Lauchbox mas adiciona à mistura algumas funcionalidades interessantes e únicas.

  • Um leitor de áudio incorporado permite que possas ouvir as tuas músicas preferidas bastando simplesmente que as coloques numa pasta e a selecciones no software;
  • Um leitor de rádio com milhares de estações disponíveis também permite que possas ouvir as tuas rádios preferidas enquanto utilizas o software;
  • A protecção para crianças permite que possas bloquear certas ações para que os miúdos aí em casa não alterem configurações ao sistema;
  • Screensaver para quando o sistema entra em inactividade;

Cheio de potencial

O mGalaxy descreve-se a si próprio como sendo uma “frontend com alma” e de facto acreditamos que é uma descrição que lhe faz jus. Ele faz-se valer da simplicidade e mesmo sem ser tão robusto como outros frontends no mercado, oferece aos utilizadores praticamente tudo o que necessitam para montarem uma excelente experiência de emulação.

A interface é absolutamente fantástica, os designs premium são qualquer coisa especial e a utilização é do mais simples para quem tem experiência com este tipo de software. Para além disso o preço competitivo da versão premium faz do mGalaxy uma alternativa económica e claro, não nos podemos esquecer que a versão gratuita está disponível para todos os que queiram dar uma oportunidade a este software.

No geral o mGalaxy foi mais uma agradável surpresa no segmento dos frontends e nós acreditamos que ele é uma alternativa sólida para quem pretende criar a sua própria máquina ou caixa de emulação. O futuro advinha-se sem dúvida promissor para este frontend e ele é sem dúvida um dos nossos preferidos.

Última atualização: Abril 13, 2021 às 14:33

Simples e visualmente deslumbrante

O mGalaxy é um frontend que se destaca sobretudo pela sua simplicidade e beleza dos designs da versão premium e de todo interface. Ele faz tudo o que possas desejar de um frontend e com um preço acessível é uma excelente oportunidade para organizares a tua experiência de emulação com estilo.

9.1
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9.1

Apesar de ser editor, juntamente com o Diogo encarrega-se de gerir toda a equipa, é uma espécie de terceiro “boss” que muitas vezes acaba por ser o primeiro. Para além de escrever para o website ele é responsável pela verificação de conteúdo e por corrigir muitas das falhas que nós cometemos quando queremos trabalhar rápido demais.

O Diogo é o organizador, todo o conteúdo do website passa de uma forma ou de outra pelas suas mãos, ele certifica-se que os padrões de qualidade são sempre altos e se a Gaming Portugal é hoje uma máquina relativamente bem oleada, isso acontece em grande parte graças ao seu trabalho.

Ele foi a força fundadora por detrás da Gaming Portugal e conseguiu reunir uma equipa competente e muito unida. É principalmente um elemento que trabalha nos bastidores, embora ultimamente vocês o conheçam pelo seu trabalho no podcast juntamente com a NOX e nas transmissões ao vivo.

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