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Nintendo Switch e um Futuro Incerto

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Se no início da minha jornada de gamer me dissessem que em 2017 a Nintendo não só continuaria a ser uma presença forte no mercado como estaria prestes a lançar uma nova consola, eu rir-me-ia com a tamanha audácia da previsão. No entanto aqui estamos nós em 2017 e eis que a Nintendo se prepara para lançar a Switch.

Por entre críticas, repetições de conceitos e “franchises” que perduram ao longo do tempo, o que é certo é que a Nintendo ainda é aquele “último barco de uma frota perdida“. Alguns acusam os “timoneiros” de teimarem em seguir rumo incerto, outros reconhecem o caminho mas têm dificuldades para perceber a razão pela qual a companhia não se junta a uma nova “frota” e muda de curso.

Será uma mudança de rota uma boa ideia…

Eu diria que a grande maioria dos fãs da Nintendo não vê com bons olhos uma mudança de rota, quanto mais seja talvez queiram alguns pequenos ajustes mas nunca uma mudança radical que correria o risco de transformar a companhia que todos conhecem num “monstro irreconhecível” e sem alma.

Sejamos francos, ao longo dos anos a companhia tem desenvolvido um trabalho notável e apesar da Wii U não ter sido um grande sucesso, a verdade é que no top das consolas mais vendidas de todos os tempos a Nintendo preenche vários lugares cimeiros com o seu hardware.

Criticada inúmeras vezes por não perseguir incessantemente a potência gráfica como as suas concorrentes Sony e Microsoft, a Nintendo sempre teimou em concentrar todos os seus esforços no desenvolvimento de videojogos defendendo o principio que é o bom software que vende hardware.

Por exemplo o falecido Satoru Iwata foi durante os últimos anos da sua vida fortemente criticado, alguns não o consideravam um “homem de negócios” e afirmavam que ele revelava incapacidade para posicionar a Nintendo como uma companhia capaz de ameaçar a hegemonia recente da Sony e Microsoft.

Mas alguém acredita mesmo nisto?

Alguém acredita que se o Satoru Iwata quisesse ele não teria sido capaz de ajudar a companhia a lançar para o mercado uma consola extremamente poderosa? Eu acredito que ele poderia ter feito isso e com toda a certeza terá sido uma hipótese, no entanto a Nintendo tomou uma decisão consciente de não seguir esse caminho.

Talvez isso tenha acontecido devido ao enorme sucesso que foi a Wii e a Nintendo julgar que seria capaz de reproduzir a mesma fórmula com a Wii U, ou quem sabe, talvez a companhia simplesmente fosse incapaz de se imaginar com um aparelho super-poderoso mas desprovido de originalidade e que tenta emular um PC, semelhante ao que as suas principais concorrentes têm vindo a fazer ao longo dos anos.

Seja qual for a razão a Nintendo decidiu apostar na Wii U e infelizmente a consola não foi capaz de se apresentar à altura das expectativas ou porque simplesmente não era tão inovadora como a sua antecessora (Wii) ou devido às suas limitações gráficas que foram um dos principais alvos de descontentamento.

Novo ano, consola nova…

O que é certo é que ao bom estilo da Nintendo a companhia não baixou os braços. Ela batalhou o quanto pôde pela Wii U e hoje apesar de ser uma das suas consolas com a pior prestação no que diz respeito a vendas, a Wii U ainda é uma excelente consola que possui um dos catálogos de jogos mais originais e divertidos actualmente disponíveis no mercado.

Agora é tempo de olhar para o futuro, 2017 pode muito bem ser o ano da Switch e curiosamente parece que a Nintendo vai permanecer fiel aos seus valores e continuar a apostar na qualidade e originalidade da experiência.

A Switch parece ser uma mistura entre a consola de jogos tradicional que temos em casa e a portátil que podemos levar connosco para onde quisermos. A ideia é muito interessante, resta saber se a execução se encontra à altura.

Depois da lição aprendida com a Wii U talvez a Nintendo tenha percebido que quando a aposta é na inovação, é bom que ela roce o revolucionário, caso contrário é quase certo que os gamers vão ignorá-la.

No próximo dia 13 todos vamos ter algumas respostas, não serão muitas mas serão o suficiente para nos deixarem loucamente entusiasmados ou seriamente desconfiados com o que vem por aí. Para já paira uma “nebulosidade de incerteza” pelo ar e talvez por esta altura na próxima da semana ela já se tenha dissipado um pouco.

Ninguém sabe o que vai acontecer, mas a história ensinou-nos a não descartarmos a capacidade de resiliência da Nintendo porque já lá vão 127 anos e ela ainda continua por cá a divertir gamers de todo o mundo.

 

Ary Costa

Ary Costa

Fundador / Editor Sénior em Gaming Portugal
Empresário moderno, o Ary Costa é um daqueles indivíduos multifacetados que se movimenta em diversas áreas de negócio. Ele foi a força fundadora por detrás da Gaming Portugal e conseguiu reunir uma equipa competente e muito unida. É principalmente um elemento que trabalha nos bastidores, embora ultimamente vocês o conheçam pelo seu trabalho nas streams da NOX.
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