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Green Hell: Sobrevivência na Floresta Amazónica

Não te vou mentir, quando ouvi falar sobre mais um jogo de sobrevivência a minha primeira reacção foi “torcer o nariz”.

O género de sobrevivência no mundo dos videojogos tem sido explorado até à exaustão nos últimos anos. São cada vez mais os jogos que seguem este caminho e é natural que exista alguma saturação.

Green Hell é mais um jogo de sobrevivência que se vem juntar à lista e é mais um jogo que nos atira para o meio de uma floresta. Só que ao contrário do “The Forest“, neste a floresta é Amazónica.

Sim, as semelhanças são óbvias mas o que se poderia esperar de mais um jogo de sobrevivência numa floresta?

Logo à partida um dos grandes obstáculos que Green Hell terá de ultrapassar, é a semelhança com um título já estabelecido no mercado e que se tornou numa referência dentro do género, o “The Forest“.

De imediato quando comecei a jogar dei por mim a proferir: “Aqui vamos nós outra vez…“. Fi-lo porque começo a acusar alguma saturação de jogos de sobrevivência e fi-lo porque à primeira vista não detectei nenhum elemento distintivo que me entusiasmasse.

Mas nós por cá na Gaming Portugal aprendemos desde cedo a não julgarmos um videojogo pelo que “está à superfície” mas sim pelo que ele possui “no seu interior”. Vamos ao que interessa!


No jogo nós vestimos a pele do doutor Higgins, um antropólogo que decide visitar uma floresta amazónica com a sua parceira para investigarem uma tribo recentemente descoberta.

A aventura tem início aquando da chegada de Higgins à tal floresta e depois de uma breve conversa com a sua parceira, eis que começa a exploração…

A floresta amazónica convida à exploração…

Visualmente Green Hell é um jogo que deixa boas impressões, a densidade da floresta parece-me bem representada e é fácil deixar-mo-nos envolver pela imensidade que nos rodeia.

Há um realismo no departamento visual que me agrada e apesar disso a “perfomance” não é tão má como eu esperava para uma versão de acesso antecipado. É verdade que existem soluços, mas creio que não é nada que não possa ser resolvido com alguns updates.

No início são-nos apresentadas as mecânicas base. Se já jogaste “The Forest” vais encontrar semelhanças: por exemplo quando criamos uma pequena fogueira, escolhemos primeiro o local onde a vamos colocar e depois adicionamos então os materiais que ela necessita.

Um primeiro ponto positivo para o Green Hell vai para os menus, a interacção com a mochila e todos os materiais que colocamos no seu interior. Tal como o “The Forest” ele tenta sustentar-se em realismo, no entanto e na minha opinião, no Green Hell tudo parece mais fácil de perceber.

O tutorial também faz um belo trabalho de introdução ao jogo e dá-nos um vislumbre do que será o modo de história. Parece-me promissor mas como ainda está longe de estar acabado é difícil ter certezas.

Após o tutorial resta-nos apenas o modo de sobrevivência e depois de já dominarmos as mecânicas de jogo mais importantes com a ajuda do tutorial, resta-nos apenas sobreviver.

Este relógio serve para ver as horas e muito mais…

Um pequeno relógio é um auxilio importantíssimo porque não só nos diz as horas como os nutrientes que precisamos bem como o nível de hidratação. Para além disso ele também serve de bússola que é fundamental para uma boa orientação.

O modo de sobrevivência processa-se como qualquer outro jogo do género. Ele consiste na recolha de recursos; construção de um abrigo; exploração; lidar com todos os perigos que nos rodeiam e por aí fora.

Uma das mecânicas de jogo que mais me agrada é a maneira como lidamos com os ferimentos. Existe uma forma de inspeccionarmos o corpo, mais precisamente os membros do corpo à procura de ferimentos.

 

Quando a nossa personagem sofre, por exemplo, uma queda aparatosa ou é alvo de um ataque, ela pode sofrer ferimentos. Como tal é necessário inspeccionar os membros e cuidar de imediato as lesões, até porque um pequeno corte numa floresta húmida pode ter consequências desastrosas.

Encontrar e tratar ferimentos faz parte da rotina…

Queria também deixar novamente um destaque especial para a floresta amazónica que realmente é cheia de vida e oferece ao jogo um ambiente fenomenal e super-envolvente. Aliás “ambiente” é uma palavra chave em Green Hell e nunca antes uma floresta amazónica foi tão bem representada num videojogo.

Voltando ao início é inegável que o jogo partilha semelhanças com o “The Forest” e elas são muitas e bastante óbvias. Green Hell no entanto tenta distinguir-se com uma qualidade gráfica auxiliada por um cenário que de facto é cativante e convida à exploração.

Dito isto ainda é muito cedo para recomendar este jogo. Hoje ele já se encontra disponível mas apenas numa versão de acesso antecipado e como apenas tive tempo para registar as minhas primeiras impressões, é-me difícil fazer qualquer tipo de recomendação.

Eu diria que os grandes fãs de jogos de sobrevivência e que porventura já se fartaram do “The Forest”, têm em Green Hell uma alternativa sólida que vai satisfazer as suas necessidades.

Já para todos os outros jogadores o melhor é esperarem para verem como corre o desenvolvimento deste jogo.

Nós por cá continuaremos atentos e eu voltarei a jogá-lo para mais tarde publicar um artigo detalhado sobre a minha experiência.

Até lá divirtam-se e bons jogos!

 

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