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Max: The Curse of Brotherhood Review

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Max: The Curse of Brotherhood chegou à Nintendo Switch no final do ano passado a 21 de Dezembro mas foi lançado originalmente há cinco anos atrás na Xbox One. É mais um título que encaixa bem no modo portátil da Switch e apesar de ser uma experiência no geral divertida, alguns problemas de jogabilidade e performance impedem-no de sair daqui com uma nota mais elevada.

Devido ao seu modo portátil não há dúvidas que os jogos de plataformas, na sua grande maioria, encaixam na perfeição com a experiência da Nintendo Switch. Max: The Curse of Brotherhood é um desses jogos e depois de o ter experimentado também no PC tenho de confessar que a versão da consola da Nintendo está uns furos acima mesmo com perdas significativas no que diz respeito a performance.

O conceito do jogo é bastante simples. Nós vestimos a pele de Max que um dia chega à casa da escola e lança um feitiço que faz com que o seu irmão seja levado através de um portal para um mundo misterioso. É claro que ao aperceber-se da asneira que tinha feito o Max decide seguir o irmão pelo portal e “voilà” que comece o jogo!

A história não é extraordinária mas faz-se valer do sentido de humor para adicionar mais algum divertimento à experiência. Não encaro a sua simplicidade como negativa, pelo contrário e atendendo à natureza do jogo acho que ela complementa bem toda a experiência.

Max é um jovem destemido e a partir do primeiro momento em que inicia a sua jornada para tentar salvar o irmão, ele é constantemente colocado em situações de vida ou de morte em que um pequeno deslize pode ser sinónimo de derrota. Eu costumo dizer que um bom jogo de plataformas é aquele em que precisamos de errar várias vezes até descobrirmos a solução e felizmente é isso que acontece em Max: The Curse of Brotherhood.

A dificuldade neste jogo ocorre fruto da combinação entre uma mecânica de plataformas tradicionais e a resolução de puzzles, algo que eu pessoalmente aprecio. Não é que o jogo seja muito difícil, porque ele não o é, mas sim porque às vezes é bom quando o nível de dificuldade de um jogo não se baseia única e exclusivamente na jogabilidade.

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Neste jogo eu arriscar-me-ia a dizer que a resolução de puzzles é que nos dificulta mais a vida, no entanto também é verdade que depois de algumas tentativas consegue-se descobrir a solução. Mesmo assim há momentos em que é necessário puxar um pouco pelos neurónios e são muito bem vindos porque tornam tudo mais entusiasmante e recompensador.

Max: The Curse of Brotherhood joga-se como qualquer outro título de plataformas mas possui um pequeno “twist”. Basicamente o Max leva consigo um marcador mágico com o qual pode criar plataformas em locais previamente definidos de forma a conseguir atingir novas áreas ou para resolver puzzles.

A possibilidade de criarmos plataformas é interessante muito embora a sua criação seja limitada porque só o podemos fazer em locais específicos. Essas plataformas podem ser criadas com recurso aos controles tradicionais mas no caso específico da Nintendo Switch o jogo faz uso das funcionalidades de “touchscreen” da consola, ou seja em vez de utilizarmos os controles tradicionais podemos simplesmente utilizar o dedo e criar a plataforma directamente no ecrã da consola.

No início dei por mim a divertir-me bastante na utilização do “touchscreen”, no entanto à medida que fui progredindo também me deparei com sérios problemas na criação de plataformas dessa maneira. Houve alturas em que colocava o dedo no local indicado mas a consola reconhecia o toque ligeiramente ao lado, isso obrigava-me a repetir várias vezes os movimentos para criar uma simples plataforma. O problema era ainda maior quando em determinadas situações duas plataformas estavam muito próximas uma da outra e dei por mim a recorrer aos controles tradicionais porque já não tinha paciência para tentar criar a plataforma ideal com o meu dedo.

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Aliás a partir do meio do jogo para a frente eu descartei por completo o “touchscreen” e passei a utilizar apenas os controles tradicionais porque eles oferecem uma precisão maior. É uma pena, porque apesar da criação de plataformas ser limitada, o facto de as podermos criar através do sistema de “touchscreen” da consola torna de facto a experiência mais divertida. Infelizmente não é durante muito tempo…

Graficamente Max: The Curse of Brotherhood é um jogo que tem os seus momentos. Algumas áreas são de facto muito bem desenhadas e isso é visível com maior detalhe sobretudo no modo TV, mas tanto na televisão como no ecrã da consola portátil este jogo é visualmente decente.

O único problema grave que eu encontrei foi na performance no modo portátil (e está a vir ao de cima o meu lado de gamer de PC hehe) que simplesmente não foi o que estava a espera. Existem frequentes quebras de “frame rate” que não obstante de serem breves, por vezes são tão acentuadas que de facto prejudicam bastante a experiência. E como na minha opinião a melhor forma de se jogar este jogo é no modo portátil da consola, nós temos um problema.

Parece-me que a versão da Switch poderia ter sido melhor optimizada, até porque a consola corre títulos muito mais exigentes do que este. Talvez updates futuros resolvam o problema, no entanto é importante realçar que no momento em que escrevo esta análise eles ainda não foram resolvidos.

Eu sei que as quebras de “frame rate” em consolas são muito frequentes, mas neste título em particular acho que elas não se justificam e só podem ser explicadas com má optimização. A boa notícia é que (como já referi em cima) elas são breves mas a má notícia é que acontecem demasiadas vezes para o meu gosto.

Nenhum destes problemas afecta a experiência ao ponto de ela se tornar desagradável, contudo eles impedem que a versão da Switch saia desta análise com uma nota mais elevada.

Últimas palavras

Eu gosto bastante do Max: The Curse of Brotherhood embora reconheça que ele não é uma obra de arte ou um título referência dentro do seu género. Ele é acima de tudo um jogo de plataformas sólido e que apesar das suas falhas ainda tem o mérito de pelo menos tentar fazer uso do “touchscreen” da Switch, algo que até à data poucos jogos tentaram fazer.

Naturalmente a versão da Nintendo Switch beneficia da portabilidade da consola e a vantagem de o podermos jogar onde quisermos acaba por superar os seus problemas e fazer deste jogo um título recomendado.

Ary Costa

Ele foi a força fundadora por detrás da Gaming Portugal e conseguiu reunir uma equipa competente e muito unida. É principalmente um elemento que trabalha nos bastidores, embora ultimamente vocês o conheçam pelo seu trabalho no podcast juntamente com a NOX.

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