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SteamWorld Dig 2 Review

SteamWorld Dig 2

O mercado independente de videojogos continua a “dar cartas” e o SteamWorld Dig 2 é mais um título independente que chegou e venceu. Simples, divertido, mais polido e robusto que o seu antecessor, SteamWorld Dig 2 é uma sequela que não desilude.

Em 2013 eu joguei o SteamWorld Dig original e foi a partir daí que fiquei fã do trabalho da Image & Form. A série “SteamWorld” é na realidade composta por três jogos (eu sei que o Márcio já explicou isto mas permitam-me que seja repetitivo), os dois SteamWorld Dig que são essencialmente dois jogos de plataformas com a história interligada e o SteamWorld Heist que é um jogo de estratégia por turnos com uma história distinta.

Todos os jogos deste “franchise” possuem um estilo artístico “steampunk” e todos eles se destacam pela sua enormíssima qualidade e por serem experiências divertidas e viciantes.

Mas concentremos as nossas atenções no SteamWorld Dig 2 porque é para isso que eu aqui estou…

SteamWorld Dig 2 começa onde acaba o primeiro jogo, só que desta vez o protagonista não é o Rusty mas sim a Dorothy que no primeiro jogo era uma mera personagem secundária. Depois de Rusty ter desaparecido misteriosamente a Dorothy decide partir em busca do seu amigo e para fazer isso muda-se para a cidade “El Machino“.

Tal como Rusty também Dorothy é uma mineira que vai precisar de escavar o seu caminho para atingir os objectivos. Se nunca jogaste o primeiro jogo então é importante que saibas que SteamWorld Dig 2 para além de ser um jogo de plataformas 2D também é um jogo que encaixa no sub-género “metroidvania”.

O que é isto de “metroidvania” poderão perguntar alguns…

É basicamente um jogo onde existe um enorme mapa interligado que o jogador pode explorar, contudo para aceder a certas partes desse mapa ele vai necessitar de upgrades; derrotar bosses; encontrar chaves especiais e já estão a ter uma ideia do que eu estou para aqui a escrever não é?

Exploração é a palavra de ordem neste título e nossa melhor amiga é uma pequena picareta. Quando o jogo começa e apesar de a Dorothy ser uma mineira cheia de vontade, ela está longe de possuir as habilidades necessárias para escavar até ao local onde o seu amigo foi visto pela última vez.

Felizmente “El Machino” é uma cidade mineira e se conseguirmos escavar recursos suficientes, podemos vendê-los de forma a comprarmos os tão importantes “upgrades”. De resto uma grande parte do jogo consiste nisto mesmo: escavar; encontrar minérios; vender esses minérios e ir comprando upgrades.

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No SteamWorld Dig 2 o sistema de upgrades é mais robusto do que no jogo anterior. Desta vez existem dois sistemas: o primeiro são os upgrades que compramos com o dinheiro que vamos acumulando com a venda dos minérios enquanto o segundo, que se chama “Cogs”, consiste em encontrar itens que estão espalhados pelo mapa e têm o formato de pequenas rodas dentadas douradas.

Com as “cogs” conseguimos melhorias adicionais para o equipamento que vamos adquirindo e elas são fundamentais para uma progressão estável no jogo.

A jogabilidade é viciante e divertida…

Quando joguei o primeiro SteamWorld Dig a jogabilidade foi algo que de imediato me cativou. Há qualquer coisa na simplicidade de cavar e encontrar recursos que vicia e felizmente neste segundo jogo essa mesma jogabilidade permanece intacta.

Inicialmente nós podemos fazer pouco mais do que saltarmos pelas paredes e escavarmos com a picareta, mas à medida que vamos progredindo no jogo a coisa vai-se tornando cada vez mais interessante.

Perto do final a Dorothy transforma-se numa espécie de mineira todo o terreno e dá um gosto especial quando passamos por áreas que outrora eram complicadas e escavamos o terreno com a mesma facilidade com que uma faca corta manteiga.

Os controles são fáceis e acima de tudo precisos, qualidades que na minha opinião são meio caminho andado para um bom jogo de plataformas. O sistema de upgrades convida à exploração e como referi anteriormente é robusto o suficiente para garantir umas boas horas de divertimento mesmo após termos completado a história do jogo.

Já que falamos de horas…

Eu tenho pouco mais de 15 horas de jogo com praticamente tudo desbloqueado (faltam-me apenas alguns upgrades de “cogs”). Isto significa que eu já cheguei ao fim do jogo e ainda joguei algumas horas adicionais para comprar todos os upgrades disponíveis bem como explorar a maior parte dos cantos deste jogo.

Não cheguei aos 100% mas ando lá perto e embora a experiência tenha sido muito divertida até nas horas pós-final do jogo, a verdade é que agora já não tenho muito para fazer.

No que diz respeito à longevidade e atendendo ao meu perfil de explorador eu demorei cerca de 8 a 9 horas a completar o jogo. No entanto os jogadores mais apressados provavelmente não vão demorar tanto tempo.

Apesar disso o último “boss” não será propriamente fácil para quem descuidar a exploração e não tiver feito muitos upgrades. Não foi o que aconteceu comigo, pelo contrário quando eu defrontei o “boss” final a minha Dorothy estava tão “overpowered” que nada a conseguia parar.

SteamWorld Dig 2 não é um jogo muito difícil especialmente para aqueles exploradores diligentes. Se tu fores como eu e te deres ao trabalho de explorar minuciosamente todas as áreas do jogo, então será fácil obteres os preciosos upgrades que te vão permitir ultrapassar qualquer obstáculo.

A longevidade não me desiludiu e ainda encontrei razões para continuar a jogar depois de ter completado a história porque ainda tinha deixado algumas áreas por explorar e upgrades para comprar e desbloquear.

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O meu nome é Ary Costa e eu aprovo esta mensagem…

Vamos a factos porque como se costuma dizer: “contra factos não há argumentos”:

  • SteamWorld Dig 2 supera o seu antecessor em todas as áreas;
  • É um verdadeiro regalo para os olhos e um jogo de plataformas belíssimo;
  • A jogabilidade é simples, divertida e viciante;
  • Talvez a longevidade possa não ser a ideal para alguns jogadores, contudo eu não tenho problemas com ela;
  • Quem jogou o primeiro jogo vai adorar este segundo;
  • É uma daquelas experiências imediatas que vale cada cêntimo do seu preço.

Mas não consideres apenas a minha opinião, dá uma vista de olhos pelas opiniões dos gamers um pouco por todo o mundo e vais perceber que SteamWorld Dig 2 é de facto mais uma pérola do mercado independente de videojogos.

Já estou pronto para jogar o SteamWorld Dig 3? Quando é que sai mesmo esse?

Ary Costa

Empresário moderno, o Ary Costa é um daqueles indivíduos multifacetados que se movimenta em diversas áreas de negócio. Ele foi a força fundadora por detrás da Gaming Portugal e conseguiu reunir uma equipa competente e muito unida. É principalmente um elemento que trabalha nos bastidores, embora ultimamente vocês o conheçam pelo seu trabalho no podcast juntamente com a NOX.

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