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História dos videojogos – A Génese da Indústria

História dos videojogos - A Génese da Indústria

Como deve ser interessante para um gamer ter uma conversa com o Ivan Barroso. O quê? Nunca ouviste falar dele? Pois bem, devias ter ouvido falar porque ele é o autor do “História dos videojogos – A Génese da Indústria“, um livro que contempla o período entre 1947 até à modernidade dos videojogos.

Ivan é então o autor deste interessante livro que nos proporciona uma viagem pela história através da qual vamos ficar a conhecer um pouco melhor o mundo do gaming e como tudo começou. Porquê que o Pac-Man teve esse nome? Quem era Jumpman antes de Mario? Quantos modelos Spectrum existiram?

[sws_blockquote_endquote align=”” cite=”História Dos Videojogos” quotestyle=”style02″] Durante o período entre 1986 e 1989, a Nintendo detinha praticamente todo o mercado das consolas. Com um share entre os 87% e 93%, o seu poder e posicionamento eram evidentes. Anteriormente em 1986, a Nintendo contatou uma entidade independente para fazer uma sondagem sobre as preferências das crianças americanas para esse natal. Os resultados apontaram para o desejo de possuir uma NES ou videojogos compatíveis. [/sws_blockquote_endquote]

 

Respostas a estas e outras perguntas estão no livro, há também um destaque para o nosso papel nesta história mundial onde o Ivan também escreve sobre os Timex Sinclair/Computer produzidos em Portugal nos anos 80.

O livro começou a ser escrito no final de 2009, o objetivo principal de Ivan era criar um livro sobre a história dos videojogos na nossa língua. Para além disso ele pretendia também focar a sua obra na realidade europeia, por isso ele decidiu começar a recolher informação de livros; revistas; documentários e reportagens numa tentativa de encontrar detalhes sobre a história dos videojogos na Europa.

[sws_blockquote_endquote align=”” cite=”História Dos Videojogos” quotestyle=”style02″] No ano seguinte Space Invaders foi exportado para os salões de jogos americanos onde conheceu a mesma fama e euforia, tornando-se inclusive num símbolo icónico da época. Um só videojogo trouxe assim, uma vasta audiência e lucro para a nova indústria de entretenimento. Many Gerard conta-nos ““Tinha visto o Space Invaders nas máquinas de arcade em 1979, depois, fui diretamente ao gabinete do Kassar (presidente da Atari) e disse-lhe «Ray, tens de comprar a licença deste jogo e coloca-lo no VCS, senão conseguires tens de criar algo semelhante!» ele concordou (…) foi este jogo que fez disparar as vendas da consola. [/sws_blockquote_endquote]

O livro é um produto muito interessante, ele aborda a história dos videojogos ao longo de quatro décadas e embora tenha os EUA e o Japão como principais protagonistas, conta também com a participação da Europa. No livro podemos encontrar declarações dos protagonistas e existem informações importantes, como a do engenheiro chefe do Timex Sinclair que explica o falhanço dos microcomputadores nos EUA, não por razões relacionadas com o hardware, mas sim porque os americanos tinham os dedos maiores que os europeus, e o teclado do TS era demasiado estreito para eles! Outros explicam pormenores fascinantes, como, porquê o Shigeru Miyamoto criou Mario? De onde vem esse nome? Porquê o Magnavox Odyssesy 2 se chama na Europa Videopac G7000? Sabiam que a Nintendo era para ter vendido a NES à Atari? Ou que o Amiga esteve quase para ser comprado pelo Jack Tramiel? O que diferenciava um jogo Francês dum Inglês? Onde apareceu a Demoscene? Estas respostas e muitos outras estão presentes no livro.

Junte-se a isto imagens de publicidade da época, screenshots de videojogos, fotos e descrição dos principais sistemas bem como uma infografia contendo a história dos videojogos e estamos perante um trabalho muito completo e obrigatório para qualquer gamer que procura saber mais sobre o a história dos videojogos.

[sws_blockquote_endquote align=”” cite=”História Dos Videojogos” quotestyle=”style02″] Provavelmente, o que distinguiu melhor a representação portuguesa foi alguns jogos da Master System reconvertidos para o mercado português. Conhecidos no mercado internacional como Portuguese Purple, eram compostos pelo relançamento de alguns êxitos da consola, provenientes de várias editoras, mas, com manuais, cartuchos e capas diferentes (com grande acentuação na cor púrpura e azuis). [/sws_blockquote_endquote]

 

Se estiveres interessado e quiseres comprar o livro do Ivan, fica a saber que ele se encontra à venda em duas versões, uma a cores que custa 21.62€ e uma a preto e branco de preço reduzido que custa apenas 10.28€. Para além disso também podes ver uma preview do livro aqui antes de o comprares.

Paulo Figueiredo

Paulo Figueiredo

Editor at Gaming Portugal
O Figueiras é um elemento fundamental do Gaming Portugal e a figura mais respeitada da equipa. A sua vida atarefada e cheia de responsabilidades impede-o de acumular uma posição de maior destaque, embora mesmo se tivesse essa oportunidade o mais certo era ele recusá-la. A sua participação no Gaming Portugal é motivada principalmente pelo gosto por gaming e dá-lhe um prazer especial saber que nesta casa a “independência” é uma característica definidora.
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