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X Rebirth: Uma Surpresa e Um Lançamento Atribulado

X Rebirth: Uma Surpresa e Um Lançamento Atribulado

Por um lado a vida até está a correr bem para a EGOSOFT, senão vejamos, eles lançaram recentemente o sexto videojogo da série X chamado X Rebirth e pouco tempo depois ele não só saltou para o top dos jogos mais vendidos do momento na Steam como é também um dos títulos mais jogados na plataforma. Mas por outro lado “nem tudo são rosas” e este tem sido um lançamento bastante atribulado com um grande número de gamers a ficar “à beira de um ataque de nervos“, tudo por culpa de uma performance que está longe da ideal, inúmeros bugs que prejudicam a experiência e um jogo que no geral ficou uns furos abaixo das expectativas.

Esta não é a primeira nem tão pouco será a última vez que nós, gamers de PC, assistimos a um lançamento atribulado. Os estúdios são obrigados a cumprir prazos e as editoras gostam de rapidez no desenvolvimento, uma fórmula que demasiadas vezes resulta no lançamento precoce de videojogos que surgem com vários problemas.

X Rebirth foi esperado com entusiasmo pelos aficionados da exploração espacial, ou não fosse a EGOSOFT uma veterana dentro do género. Mas esse mesmo entusiasmo desapareceu assim que os gamers perceberam que o jogo tinha demasiado problemas, dos quais que se destacou de imediato uma performance inexplicavelmente baixa mesmo em computadores de alta gama.

A realidade é que há alturas em que o “frame rate” baixa tanto que se torna quase anedótico, um claro indicador de que alguém algures não realizou o trabalho de otimização que se esperava. O que é ainda mais estranho é que ele continua baixo depois de modificarmos as opções gráficas do jogo, mas a “bizarrice” não se fica por aqui, porque existem computadores de gama média que até o conseguem correr melhor do que máquinas de gaming bem mais poderosas.

Ninguém percebe muito bem o que se passa, mas em toda a linha o “frame rate” registado é demasiado baixo, uma realidade especialmente dolorosa para quem tem um PC de gaming equipado com tecnologia e ponta e continua limitado a correr o X Rebirth a 40 / 35 FPS e em vários momentos, até menos do que isso!

Não é a primeira vez que a EGOSOFT  protagoniza um lançamento atribulado, o mesmo já tinha acontecido com o X3: Reunion em 2005. Mais uma vez a performance e inúmeros bugs foram apontados como os seus grandes problemas, mas depois do lançamento e de alguns patches o jogo ganhou novo fôlego e foi capaz de recuperar a glória perdida.

Em X Rebirth e à semelhança do X3: Reunion aquando do seu lançamento, para além da performance também existem bugs e eles são muitos. Como se isso não bastasse temos outros problemas que afetam a mecânica base do jogo e que surpreendentemente tornam aquele que prometia ser o jogo mais acessível do “franchise”, num título confuso e por vezes difícil de compreender.

Mas tal como referi em cima, não é a primeira vez que a EGOSOFT lança um videojogo que parece ainda precisar de muito trabalho e julgando pela sua história e acontecimentos recentes, tudo indica que eles vão trabalhar arduamente para os resolverem de forma a que nós tenhamos o jogo que merecemos.

Depois do lançamento já foram aplicados dois patches ao jofo e embora ainda existam muitos problemas por resolver, é sempre bom saber que eles estão a trabalhar.

Embora a onda de indignação dos gamers talvez seja um pouco exagerada, não nos restam dúvidas que neste momento X Rebirth é um jogo a evitar. É que apesar de ter potencial, demasiados problemas prejudicam a experiência e impedem-nos de tirar partido de tudo o que ele tem para oferecer.

Se a história se voltar a repetir X Rebirth poderá vir a justificar o seu preço elevado que supera a marca dos 40€, contudo para já só deves arriscar se fores um fanático pelo género, mas fica aqui o aviso, prepara-te para alguns momentos de desilusão.

Dá também uma vista de olhos pelas primeiras impressões registadas pelo Commissar deste jogo e não te esqueças de subscrever o seu canal no Youtube.

Paulo Figueiredo

Paulo Figueiredo

Editor em Gaming Portugal
O Figueiras é um elemento fundamental do Gaming Portugal e a figura mais respeitada da equipa. A sua vida atarefada e cheia de responsabilidades impede-o de acumular uma posição de maior destaque, embora mesmo se tivesse essa oportunidade o mais certo era ele recusá-la. A sua participação no Gaming Portugal é motivada principalmente pelo gosto por gaming e dá-lhe um prazer especial saber que nesta casa a “independência” é uma característica definidora.
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